UCHOA INCLINADO A CHAMAR SUPLENTES DOS PARTIDOS

Publicado pelo Jornal do Commercio em 24.01.2011

A oito dias do início da nova legislatura, cresce a tendência do presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT), convocar os suplentes dos partidos para ocupar as cadeiras dos cinco parlamentares eleitos que vão deixar o Parlamento para ocupar cargos no Executivo.

Embora afirme publicamente que ainda não tem posição formada, Uchoa – em conversas com alguns deputados mais próximos – já contou, inclusive, que as Assembleias de São Paulo e Minas Gerais empossaram os suplentes das legendas, e não os da coligação.

 O governador Eduardo Campos (PSB), de quem Uchoa é aliado fiel, também trabalha com a tese de que os convocados devem ser chamados seguindo a ordem da suplência das legendas.

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A VAGA É DA COLIGAÇÃO!

 

Foto de Fernando Silva publicada no Blog de Jamildo

Por Maurício Costa Romão

Todo partido que concorre aos pleitos proporcionais se defronta com duas alternativas: (a) disputar isoladamente ou (b) mediante celebração de alianças com outras agremiações. A opção será tomada em função dos resultados eleitorais que espera obter em cada caso.

Se o partido decidir-se por (a) é porque entende ter densidade de votos suficiente para ultrapassar o quociente eleitoral (QE) e eleger tantos parlamentares quantas vezes o seu quociente partidário (QP) permitir. Os eleitos serão os mais votados da agremiação.

Se a opção é por (b), o partido almeja beneficiar-se da agregação dos votos nominais e de legenda que a aliança pode propiciar, facilitando a transposição do QE e, eventualmente, fazendo mais parlamentares que a disputa isolada ensejaria. Os eleitos serão os de maior votação da aliança (não necessariamente os mais votados dos partidos).

Num e noutro caso trata-se de uma decisão de estratégia eleitoral do partido que precisa ser homologada em Convenção “no período de 10 a 30 de junho do ano em que se realizarem as eleições”. Admita-se, por hipótese, que a estratégia escolhida e aprovada pelos convencionais seja a do partido coligar-se.

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