ZEN E A ARTE DE MANIPULAR DADOS

 

Alexandre Schwartsman

Folha de S.Paulo, 25/04/2012

Sempre que forem citados números absolutos, desvinculados de qualquer referência, desconfie.

Ao longo dos anos (e não são poucos!) como economista fui aprendendo a reconhecer alguns truques retóricos. Um dos mais comuns consiste em apresentar grandezas sem escalas que permitam uma comparação efetiva dos valores envolvidos. Pensando bem, talvez essa não tenha sido a minha frase mais feliz como articulista, mas o que quero dizer é bem mais simples.

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A INICIATIVA QUE VEIO DO HIMALAIA

 

Paul Singer

Folha de S.Paulo, 30/04/2012

Danos ambientais como efeito estufa e extinções não entram no PIB. O esforço de limpeza criado por um derramamento, aliás, faz com que fique maior

O PIB é o grande objeto de desejo das forças que governam nações. Ele é a somatória das transações -compras e vendas- realizadas nos mercados de um país em um ano. Como a grande maioria dos bens e serviços produzidos se destina à venda, o valor de todas as transações corresponde ao total de mercadorias produzidas. De um modo ou outro, as mercadorias produzidas são transacionadas e passam a satisfazer necessidades e desejos dos que as adquiriram. Daí a noção de que o PIB mede a riqueza produzida, que ao ser consumida passa a ser a causa eficiente do bem-estar da população.

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