FRAGMENTOS DA ELEIÇÃO PROPORCIONAL DE 2020 NO RECIFE

Maurício Costa Romão

Pandemia e quociente eleitoral

Com o uso da urna eletrônica no Brasil, a partir do ano 2000, a evolução do quociente eleitoral (QE) tornou-se mais estável, no geral. Nas últimas três eleições do Recife, por exemplo, o QE teve variações apenas marginais: 22.756; 22.531 e 22.063, em 2008, 2012 e 2016, respectivamente.

Neste ano, principalmente devido à abstenção ao redor de 20%, os votos válidos diminuíram e o QE teve oscilação mais abrupta, baixando para 20.826 votos.

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O MÉTODO DAS MAIORES MÉDIAS E O QUOCIENTE ELEITORAL

Maurício Costa Romão

Nos sistemas eleitorais proporcionais a escolha de representantes para o poder legislativo é considerada na literatura especializada um problema matemático de “divisão proporcional”, que consiste em distribuir de forma proporcional e justa as vagas de deputados e vereadores no Parlamento. Em termos de eleições de parlamentares, então, a questão matemática que tem de ser resolvida é como dividir as vagas ou cadeiras de um Parlamento entre os partidos concorrentes, de acordo com a proporção de votos por eles obtida.

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METODOLOGIA QUE IMPEDE TRANSFERÊNCIAS DE SOBRAS ELEITORAIS DE PUXADORES DE VOTO PARA PARTIDOS OU COLIGAÇÕES (Final)

 

METODOLOGIA QUE IMPEDE TRANSFERÊNCIAS DE SOBRAS ELEITORAIS DE PUXADORES DE VOTO PARA PARTIDOS OU COLIGAÇÕES (Final)

(Nota Técnica)

Por Maurício Costa Romão

Exemplo

Para ilustrar a aplicação do método proposto que elimina a influência dos puxadores de voto nas eleições proporcionais, tome-se como parâmetro o certame de 2010, em Pernambuco, para Deputado Federal. A Tabela 1, logo abaixo, mostra nas suas três primeiras colunas os números correspondentes àquela eleição, sem modificações, exatamente como foram processados e divulgados. Nas primeira e segunda colunas estão apresentados os partidos e coligações que disputaram o pleito e suas respectivas votações.  A terceira coluna posta o número de parlamentares federais eleitos no ano de 2010 pelas duas coligações que ultrapassaram o quociente eleitoral de 178.008 votos válidos.

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MÉTODOS DE INSTITUTOS DE PESQUISA SÃO CRITICADOS

Motivo é resultado fora da margem de erro em parte das disputas do dia 3

Mauro Paulino, do Datafolha, afirma que técnica usada hoje é a melhor, mas que precisa de ajustes pontuais

Folha de S.Paulo, 09/10/2010

Institutos de pesquisas eleitorais admitem que não é possível obter resultados rigorosamente precisos em suas projeções a cada eleição, mas defendem a metodologia utilizada atualmente para apurar as intenções de votos no Brasil.

Eles entendem, no entanto, que são necessários ajustes pontuais a cada pleito para calibrar melhor a apuração das intenções de votos.

Alguns institutos vêm sendo criticados neste ano por não terem acertado, dentro dos limites das margens de erro divulgadas, os percentuais finais de votos válidos de alguns candidatos a presidente, governador e senador.

Jairo Nicolau, professor de ciência política da Uerj, por exemplo, diz que, além de problemas metodológicos, o excesso de pesquisas aumenta as chances de erro e que a mídia, ao dar demasiado destaque aos resultados, acaba gerando uma sensação de “absolutização”.

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Sensus Altera Formulário de Pesquisas

Por Maurício Costa Romão Matéria do Jornal “Folha de S.Paulo” (14/05/2010) Instituto não vai mais fazer questões prévias antes de perguntar qual a intenção de voto. Para diretor do Datafolha, perguntas antes da principal podem distorcer resultados; Sensus diz que mudou para evitar disputas na Justiça DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O instituto Sensus resolveu mudar, … Ler mais