DESTRA, SINISTRA E AS FEDERAÇÕES

Maurício Costa Romão A partir de questionários aplicados a 519 cientistas políticos residentes no país e no exterior, no ano de 2018, professores da Universidade Federal do Paraná1 classificaram os partidos políticos brasileiros, segundo sua posição ideológica, numa escala de zero a dez, em que zero representava posição mais à esquerda e dez, mais à … Ler mais

AS INVISÍVEIS DIREITA E ESQUERDA

Editorial da Folha de Pernambuco, 03/09/2012

As campanhas eleitorais para as prefeituras das grandes cidades confirmam que antigos tabus parecem estar superados no Brasil como em outros países do mundo. Queremos ressaltar que as antigas divisões entre direita e esquerda, em que ambas as correntes se definiam, reciprocamente, como o bem o mal, ou estão superadas pelos novos tempos em que vive a humanidade, salvo situações localizadas por motivos principalmente religiosos, ou estaríamos atravessando uma fase de hibernação ideológica.

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A DESIDEOLOGIZAÇÃO DAS CAMPANHAS ELEITORAIS

Por Adriano Oliveira

O livro The European Voter – A Comparative Study of Modern Democracies, organizado por Jacques Thomassen, revela que a ideologia é uma variável em desuso para explicar o comportamento do eleitor. O raciocínio dos variados autores que participaram do livro é que mudanças socioeconômicas transformaram o eleitor europeu. E, por consequência, a ideologia não tanto importa para explicar a escolha dos eleitores. No livro Esquerda e Direita no eleitorado brasileiro, André Singer mostra que a ideologia explica, junto com outras variáveis, o capital eleitoral de Lula nas eleições de 1989 e 1994. Considerando as transformações socioeconômicas ocorridas na sociedade brasileira nestes últimos 21 anos, tenho a hipótese de que a ideologia não explica de modo satisfatório a escolha dos eleitores.

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VITÓRIA DO LULISMO

Vladimir Safatle

Folha de S.Paulo, 07/06/2011

A eleição peruana que deu a vitória a Ollanta Humala é, em vários sentidos, paradigmática. Primeiro porque demonstra como a direita latino-americana é uma espécie de movimento que sempre volta ao mesmo lugar. Contra uma candidatura que julgam desfavorável aos “mercados” e disposta a questionar um modelo econômico marcado por crescimento com concentração de renda e desigualdade, a velha tríade empresários/igreja/setores hegemônicos da mídia se dispôs a sustentar qualquer um.

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JANGADA DE PEDRA

Cesar Maia, Folha de S.Paulo, 28/05/2011

A reação política europeia à crise econômica de 2008-2009 foi virar o leme à direita. Os casos residuais, atentos a essa tendência, terminaram caindo numa armadilha: adotar as mesmas políticas à direita, buscando legitimar-se pela esquerda. Não podia dar certo. Os dois casos residuais mais importantes são os de Portugal e da Espanha. Ambos caminham para se incorporar aos demais, com a provável vitória de seus partidos conservadores, o PSD em Portugal, na próxima semana, e o PP na Espanha, no início de 2012.

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