Fórmulas Simplificadas de Cálculo do Tamanho da Amostra – Parte 1

Por Maurício Costa Romão

Primeira Parte

Definindo o erro amostral máximo tolerável

Em postagens anteriores fez-se referência ao fato de que todas estimativas realizadas a partir de amostras da população contêm erro, já que se está fazendo inferências para todo o universo, utilizando apenas uma parte desse universo.

Como o erro pode ser calculado, cabe aos interessados nos resultados e na qualidade da pesquisa definir qual é a magnitude tolerável desse erro para o levantamento que se quer empreender. Esse é o passo inicial básico para se chegar ao tamanho da amostra.

No caso das pesquisas eleitorais, essa determinação sobre o erro máximo admissível que a amostra deve conter é feita em comum acordo por cliente e instituto de pesquisa. Os interessados já têm uma informação importante sobre esse processo e que vai balizar suas decisões: a relação negativa entre tamanho da amostra e erro amostral.

Com efeito, como o erro amostral máximo tolerável representa, pode-se dizer, o quanto os envolvidos na pesquisa “admitem errar” na estimação do parâmetro populacional, então quanto menor “o erro que se quer cometer”, maior deverá ser o tamanho da amostra para se atender a esse requisito adicional de precisão. Maior tamanho da amostra, por seu turno, implica em mais tempo de trabalho de campo, em custos mais elevados etc.

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