Voto Distrital

A REFORMA POLÍTICA DEVE CONTEMPLAR UM SISTEMA DE VOTO PROPORCIONAL MISTO?

29/08/2011

 

Folha de S.Paulo, 28/08/2011

A reforma política deve contemplar um sistema de voto proporcional misto?

NÃO

PELO VOTO DISTRITAL NO BRASIL

Felipe Salto e José Emygdio de Carvalho Neto

Somos contrários à proposta de reforma do sistema eleitoral do deputado Henrique Fontana (PT-RS), pois, se aprovada, pioraria os já conhecidos problemas de nosso sistema eleitoral. Segundo a proposta, o eleitor votaria duas vezes. O primeiro voto seria computado como hoje; no segundo voto, em lista, o eleitor perderia o direito de eleger diretamente seus candidatos. Mas quem escolheria essa lista? Os caciques dos partidos. A proposta não parece ser produto de estudos de sistemas eleitorais, mas de uma tentativa de acomodação de interesses.
Nossa proposta é bastante distinta e com objetivos bem claros.

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“A REFORMA MORALIZARIA NOSSO SISTEMA ELEITORAL”

27/02/2011


Entrevista com Dr. Roberto Magalhães

Jornal do Commercio, em 27.02.2011

Durante os 14 anos em que atuou no Congresso, o ex-deputado Roberto Magalhães (DEM) integrou – e presidiu – a poderosa Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, local onde a reforma política sempre foi tema recorrente. Mas como as propostas sempre feriam os interesses da maioria dos parlamentares, elas nunca chegavam ao plenário. Nesta entrevista, Magalhães fala das dificuldades que enfrentou e revela um dado grave: o desinteresse da população pelas mudanças que a reforma traria ao sistema eleitoral do País.

JC – A reforma política ainda não foi feita porque contraria interesses da maioria dos parlamentares?

MAGALHÃES – Só existe um consenso sobre a reforma política: ela é uma necessidade. O problema é que não tem sido possível formar uma maioria consistente a favor de um projeto. Porque se está submetendo a uma casa política uma matéria que vai repercutir na situação individual dos parlamentares. Mas o mais grave é que, nas inúmeras palestras que fiz sobre esses assuntos, para vários setores da sociedade, encontrei nos auditórios muita reação. Tanto à lista fechada – porque o eleitor não quer abrir mão de escolher seu deputado – quanto ao financiamento público, que o eleitor não aceita porque não considera justo bancar a eleição de quem quer que seja. É um contrassenso, porque sem financiamento público e sem voto em listas fechadas, não se combate a corrupção.

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VOTO DISTRITAL

25/02/2011

Editorial da Folha de S.Paulo, em 23/12/2011

São rotineiros os exemplos de desvios ocorridos nos Legislativos em todos os níveis da Federação. No final de semana, reportagem da Folha revelou que deputados estaduais de São Paulo haviam destinado parte de suas verbas de gabinete para o aluguel de imóveis de propriedade de seus familiares no interior do Estado.

No Paraná, acumulam-se as descobertas de funcionários fantasmas na Assembleia local. Em Brasília, há muito Câmara e Senado rivalizam na criação de privilégios para seus membros. São diversas as causas dessas mazelas -da tradição patrimonialista à ainda escassa experiência democrática brasileira.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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