Urnas

PESQUISA ELEITORAL E RETÓRICA

02/02/2021

 Maurício Costa Romão

Em 2010 o Ibope produziu extenso relatório sobre suas pesquisas em 24 estados brasileiros, intitulado “Balanço das eleições de 2010”, e diz no intróito:

“Neste documento podem ser observadas as intenções de voto obtidas nas pesquisas divulgadas na véspera da eleição e nas pesquisas de boca de urna comparadas aos resultados oficiais do TSE”.

Depois de mostrar para cada estado da Federação o “percentual de votos previstos corretamente”, o instituto elabora um quadro resumo com o título: “Índices de acertos no 1º turno de 2010”, no qual detalha a quantidade e os percentuais de: (a) acertos de candidatos com estimativas dentro da margem de erro; (b) acertos na colocação dos candidatos, apesar de estimativas fora da margem de erro; (c) candidatos fora da margem de erro e da colocação final.

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8.000 VOTOS!

27/11/2020

(Publicado no Jornal do Commercio-PE em 27/11/2020)

 Maurício Costa Romão

Na primeira pesquisa do 2º turno no Recife o Datafolha detectou que 9% dos eleitores decidiram seu voto na véspera da eleição e 15% o fizeram no próprio dia (19% entre os eleitores de baixa renda). É a conhecida volatilidade do voto: os eleitores estão deixando para resolver em quem votar nos estertores do pleito.

Junte-se a essa imprevisibilidade a elevada alienação eleitoral (abstenção + votos brancos e nulos) havida no dia da votação, 33,6% (foi de 23,3% no 1º turno de 2016), e têm-se as causas de os institutos de pesquisa terem cometido graves erros de estimativas, incluindo aqueles de boca de urna (o eleitor é entrevistado depois que votou).

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PESQUISAS X URNAS: MAIORES COLÉGIOS ELEITORAIS

06/10/2010

Por Maurício Costa Romão

Fonte: elaboração do autor

No corpo central das tabelas estão mostradas as intenções de voto previstas pelos institutos para os candidatos listados. As células hachuriadas em vermelho destacam as intenções de voto que ficaram fora da margem máxima de erro estipulada, relativamente aos dados oficiais constantes da última coluna.

Por exemplo, na eleição de São Paulo o Datafolha previu 55% de intenções de voto para Alkmin. Como a margem de erro daquela pesquisa foi de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, o candidato tucano poderia ter 57%, no máximo, e 53%, no mínimo. Da feita que o resultado oficial foi 50,63%, as estimativas do instituto não incluiram esse percentual dentro de sua margem de variabilidade de erro (53% a 57%). Tecnicamente, então, cometeu um erro de prognóstico.

Nesse contexto, as intenções de voto contidas nas células hachuriadas são, portanto, consideradas erros de previsão dos institutos de pesquisa.

Como se pode observar pela quantidade de células avermelhadas colorindo as seis tabelas, o desempenho desses dois grandes institutos – Ibope e Datafolha – deixou a desejar. Ademais, ficou patente nesta e em outras eleições que ainda há grande dificuldade por parte deles de captar as chamadas “ondas de opinião” (vide Marina, por exemplo,) que vez por outra acontecem às vésperas das eleições.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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