Quociente eleitoral

O PSDB EM PERNAMBUCO

12/06/2019

Maurício Costa Romão

 As eleições de 2018 no Brasil para presidente, deputado federal e deputado estadual acenderam a luz amarela nas hostes do PSDB, provocando discussões internas entre os fundadores da sigla e alas liberais e conservadoras quanto à necessidade de renovação ou mesmo refundação do partido.

Com efeito, a agremiação teve um resultado eleitoral bisonho na corrida à presidência* e viu sua bancada de 54 representantes na Câmara dos Deputados eleitos em 2014 diminuir para apenas 29 em 2018.

Nas Assembléias Legislativas o desempenho da sigla também deixou a desejar: os 9.394 mil votos obtidos em 2014, quando elegeu 94 deputados estaduais, transformaram-se em 6.871 mil em 2018, resultando na eleição de 73 parlamentares (27% a menos de votos e 24% a menos de representantes).

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ALIENAÇÃO ELEITORAL E ELEIÇÕES PROPORCIONAIS

30/07/2018

 Maurício Costa Romão

 O enorme descrédito dos eleitores com a política, com os políticos, e com o establishment em geral tem levado a maioria dos analistas a prever altas taxas de alienação eleitoral (abstenção + votos em branco + votos nulos) no pleito de 2018.

A experiência da eleição passada recomenda cautela nessas previsões. De fato, embora o ambiente daquele período fosse muito menos carregado que o de hoje, no qual se vivenciam superposições de crises, o fato é que as bandeiras empunhadas nas manifestações de rua de 2013 (rua física e rua virtual) estavam fortemente impregnadas de sentimentos de anti-política, anti-representação (“vocês não nos representam”) e anti-governo, tal qual se detecta no momento presente.

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CHAPA, CHAPINHA E CHAPÃO

12/03/2018

Maurício Costa Romão

 

Chapão

O chapão proporcional tem uma vantagem indiscutível: fica sempre com a maioria das vagas do Legislativo, devido à significativa somatória de votos do conjunto dos partidos componentes.

Por exemplo, em 2014, em Pernambuco, o chapão do PSB ficou com 18 das 25 vagas da Câmara Federal (72% das vagas), e com 26 das 49 vagas da ALEPE (53% das vagas).

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SOBRAS DE VOTO: ALGUMAS EXPLICAÇÕES METODOLÓGICAS

21/02/2018

Maurício Costa Romão

Antes da reforma eleitoral de 2017 somente poderiam concorrer às sobras de voto das eleições proporcionais os partidos ou coligações que tivessem obtido quociente eleitoral (QE).

O novo regramento corrige essa distorção e permite que siglas que não alcançam o QE, normalmente aquelas de pouca musculatura eleitoral, entre pequenas e médias, possam disputar sobras de voto com o pelotão que está acima do QE e ter perspectiva de ascender aos Parlamentos.

Em sendo uma norma recente é natural que suscite dúvidas quanto à sua operacionalização*. Este breve texto busca contribuir para melhor compreensão do assunto.

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DUAS SOLUÇÕES PARA “SALVAR” A LEI 13.165/15

21/02/2018

Maurício Costa Romão

Um problema relativamente pequeno do sistema proporcional de lista aberta, que não chega a ser um incômodo na evidência empírica das eleições e nem tampouco ofende os alicerces conceituais do modelo, é o da ascensão de candidatos ao Parlamento com votações irrisórias, graças ao transbordamento (spillover) da votação do “puxador de votos”.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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