PT

CICLOS POLÍTICOS

07/04/2011

 

Adriano Oliveira – Cientista Político

 E-mail: adrianopolitica@uol.com.br

Existe um falso debate no Brasil quanto ao desempenho da oposição. Em razão disto, a compreensão dos ciclos políticos inexiste. Por consequência, afirmações nada que plausíveis florescem no debate político brasileiro. O Brasil não tem oposição. A oposição chegará ao seu fim. É necessária numa democracia a presença de partidos oposicionistas.  Apenas esta última assertiva é factível.

Qual é o papel da oposição? Resposta simples: se contrapor ao outro através da fiscalização do exercício do poder e de proposições. A contemplação do primeiro papel requer a cooperação de outras instituições, tais como o Ministério Público, o Poder Judiciário e os Tribunais de Contas. Quanto ao segundo papel, ideias são necessárias, as quais precisam atender aos desejos do eleitorado diante das circunstâncias.

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REFORMA POLÍTICA: SUGESTÕES DE APERFEIÇOAMENTO DO MODELO PROPORCIONAL DE ELEIÇÕES NO BRASIL*

24/02/2011

Por Maurício Costa Romão

Preliminares

Há nada menos que cinco legislaturas que se discutem mudanças no atual sistema político-partidário-eleitoral brasileiro no Congresso Nacional (abreviadamente “reforma política”), sem que se tenha alcançado avanços significativos. Tanto assim é que, só recentemente, apenas duas propostas reformistas chegaram a ser aprovadas no plenário da Câmara dos Deputados: a Lei Ficha Limpa e o Projeto de Fidelidade Partidária.

Embora a pauta tenha voltado com força na nova legislatura federal, em parte impulsionada pela pressão de vários segmentos da sociedade, já se percebe claramente que haverá dificuldades de o assunto evoluir com extensão e profundidade requeridas.

Com efeito, os dois maiores partidos da Câmara – PMDB e PT – têm visões diametralmente opostas sobre o núcleo central da reforma: a sistemática de eleição de deputados e vereadores.

O primeiro defende agora a eleição de parlamentares pelo voto majoritário, numa variante do sistema distrital puro – o chamado “distritão” – em que a circunscrição eleitoral  seria um grande distrito (o estado, o município). O segundo patrocina a manutenção do modelo proporcional, mas com os parlamentares sendo eleitos através da vertente de lista fechada (pré-ordenada).

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COMO FAZER OPOSIÇÃO?

12/02/2011

 

Por Adriano Oliveira

Atores políticos sem espaço no governo sempre ficam a questionar: como fazer oposição? Pergunta de fácil resposta. Entretanto, de difícil execução. Ser oposição é fiscalizar o governo. Ser oposição é propor alternativas ao governo.

 O PT na era FHC fez oposição com muita competência. O partido fiscalizava sem tréguas o governo FHC. As denúncias faziam parte da ação do partido. O PT mostrava alternativas. O discurso pautado na ajuda aos mais pobres e contra as políticas neoliberais eram as características da oposição realizada pelo PT.

Após o governo FHC, o PT assume o poder. A Carta aos Brasileiros assinada por Lula no decorrer da campanha eleitoral de 2002 mostrou, já naquele instante, que o PT não iria ter uma agenda econômica diferente da do PSDB. Os pilares da economia do governo FHC seriam mantidos.  Apesar das pressões, o governo Lula não abriu mão de manter a moeda estável e o controle fiscal. E, sabiamente, expandiu e criou novas políticas sociais – Bolsa Família, aumento do salário mínimo e PROUNI.

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ESCÂNDALOS NÃO TÊM IMPORTÂNCIA NA VIDA DIÁRIA DOS ELEITORES

02/10/2010

 

Alberto Carlos de Almeida
 Folha de S. Paulo, 29/09/2010

Recordar é viver. Na campanha presidencial de 1994, Rubens Ricupero, então ministro da Fazenda, deixou o cargo no início de setembro por causa de diálogo em off com o jornalista Carlos Monforte da Rede Globo.Em função de uma falha técnica, a conversa foi captada por quem recebia o sinal da Globosat por meio de antenas parabólicas:

“Monforte – E como vai a campanha, ministro?
Ricupero – A campanha está ótima, muita gente que não votaria no Fernando por causa do PFL, agora vai votar por minha causa. (…)
Monforte – Dizem que o Lula está subindo.
Ricupero – Se ele está subindo, então precisamos de um espaço no “Fantástico”, porque não adianta ficar falando do Real só nos programas de telejornalismo.
Monforte – E depois das eleições, o que acontece?
Ricupero – Depois de 15 de novembro, vamos ter de reprimir greves que vão ocorrer no Brasil. Vamos soltar a polícia sobre os grevistas. [...] O que é bom a gente fatura, o que é ruim, esconde.”

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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