PSDB

CICLOS POLÍTICOS

07/04/2011

 

Adriano Oliveira – Cientista Político

 E-mail: adrianopolitica@uol.com.br

Existe um falso debate no Brasil quanto ao desempenho da oposição. Em razão disto, a compreensão dos ciclos políticos inexiste. Por consequência, afirmações nada que plausíveis florescem no debate político brasileiro. O Brasil não tem oposição. A oposição chegará ao seu fim. É necessária numa democracia a presença de partidos oposicionistas.  Apenas esta última assertiva é factível.

Qual é o papel da oposição? Resposta simples: se contrapor ao outro através da fiscalização do exercício do poder e de proposições. A contemplação do primeiro papel requer a cooperação de outras instituições, tais como o Ministério Público, o Poder Judiciário e os Tribunais de Contas. Quanto ao segundo papel, ideias são necessárias, as quais precisam atender aos desejos do eleitorado diante das circunstâncias.

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COMO FAZER OPOSIÇÃO?

12/02/2011

 

Por Adriano Oliveira

Atores políticos sem espaço no governo sempre ficam a questionar: como fazer oposição? Pergunta de fácil resposta. Entretanto, de difícil execução. Ser oposição é fiscalizar o governo. Ser oposição é propor alternativas ao governo.

 O PT na era FHC fez oposição com muita competência. O partido fiscalizava sem tréguas o governo FHC. As denúncias faziam parte da ação do partido. O PT mostrava alternativas. O discurso pautado na ajuda aos mais pobres e contra as políticas neoliberais eram as características da oposição realizada pelo PT.

Após o governo FHC, o PT assume o poder. A Carta aos Brasileiros assinada por Lula no decorrer da campanha eleitoral de 2002 mostrou, já naquele instante, que o PT não iria ter uma agenda econômica diferente da do PSDB. Os pilares da economia do governo FHC seriam mantidos.  Apesar das pressões, o governo Lula não abriu mão de manter a moeda estável e o controle fiscal. E, sabiamente, expandiu e criou novas políticas sociais – Bolsa Família, aumento do salário mínimo e PROUNI.

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SAUDADES DO PSDB COM UM PROJETO POLÍTICO NÍTIDO

29/11/2010

 

Gustavo Franco
Especial para a Folha de S.Paulo, 28/11/2010

Associada à imagem do muro, sigla se afasta do que a levou ao poder

Sou filiado ao PSDB desde a campanha presidencial de Mario Covas, e fui eleitor de José Serra, como fui de Geraldo Alckmim, a despeito desses candidatos terem me deixado a impressão de que o projeto político tucano perdeu nitidez.

 É verdade que, como dizia Machado de Assis, “basta ser partido para não ser inteiro”, e que o PSDB sempre acomodou muita diversidade, e por isso mesmo ficou associado à imagem do muro, não o de Berlim, mas o da hesitação.

Nada diferente de outras agremiações, exceto talvez das mais radicais e sectárias. Não obstante, o PSDB, sempre considerado um “partido de quadros”, como se isso o afastasse das causas populares ou da efetividade em governar, produziu ideias e ações que encantaram o país: o “choque de capitalismo”, o Plano Real, a conciliação entre estabilidade e crescimento, entre políticas sociais e sustentabilidade fiscal, o combate ao corporativismo e à corrupção através da disseminação de valores como meritocracia e transparência, no contexto de uma democracia de mercado.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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