Populismo

POPULISMO VIVE, VIVA O POPULISMO?

17/08/2011

Clóvis Rossi

Folha de S.Paulo, 16/08/2011

Cristina Fernández de Kirchner está virtualmente reeleita para um segundo mandato, o terceiro da família, embora faltem 70 dias para a votação. A constatação é inevitável ante o estranho modelo de primárias que o país adotou por lei, obrigatórias para todos, eleitores e candidatos, realizadas domingo. Nelas, a presidente obteve 50% dos votos, superando com alguma folga os 45% que dão a vitória no primeiro turno. É ilógico supor que esse resultado não se reproduza em outubro, salvo, claro, um cataclisma.

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POPULISMO AVANÇA

17/04/2011

 

Cesar Maia

Folha de S.Paulo, 16/04/2011

O segundo turno das eleições peruanas mostra que o populismo latino-americano continua forte e avança. De um lado, o ex-militar Ollanta Humala, sucessor de seu pai no etnocacerismo, [movimento político] que, em nome do nacionalismo, reúne as raízes incas e a memória do general Cáceres, da Guerra do Pacífico (1879-83), em que o Chile avançou sobre parte da Bolívia e do Peru.

Abanado por Hugo Chávez, Humala surpreendeu na eleição de 2006, chegando ao segundo turno com porcentagem igual à atual. Perdeu por seis pontos. Agora, clonando a campanha de Lula em 2002, ele vai ao segundo turno representando o populismo nacionalista de esquerda. Vai disputar com Keiko Fujimori. Apesar de seus 35 anos, ela incorpora a experiência de ter sido, aos 19 anos, a primeira-dama do Peru [durante o governo de seu pai, Alberto Fujimori]. Coordenou alguns programas sociais.

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O X DO POPULISMO

15/11/2010

Cesar Maia

Folha de S.Paulo, 13/11/2010

Há um paralelismo entre a política e a economia argentina e brasileira em relação às suas especificidades e ao tempo em que ocorrem. Foi assim com Getulio e Perón, com Frondizi e JK, com os militares, com Collor e Menem, Alfonsín e FHC, com os planos Austral e Cruzado, Primavera e Verão e agora com Kirchner e Lula. As análises de ambas as dinâmicas políticas ajudam a entendê-las. E a preveni-las, se for o caso.

Em sua coluna (“La Nación”), na semana passada, o politólogo Natalio Botana analisa os desafios que virão com a morte de Kirchner. Para unificar o peronismo, só com um líder forte. Afinal são quatro peronismos, como sugere.

A semelhança com o PT tem raízes e história. A base do peronismo é uma liderança popular, onicompreensiva. Seus ciclos sempre dependeram dessas presenças, com Evita e Perón, Menem e depois Kirchner. Na ausência de líder forte, o peronismo perdeu o poder.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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