Paradoxo

PARADOXO À VISTA EM 2014

03/01/2014

 

Maurício Costa Romão

No primeiro turno da eleição presidencial de 2010 no Brasil, o conjunto de votos que compreende o alheamento eleitoral atingiu 27% (18,1% de abstenção e 8,7% de votos brancos e nulos). Os recentes protestos de junho, com forte mensagem de “antipolítica”, indicam que o percentual tende a aumentar.

A conseqüência pouco comentada entre analistas é que tal aumento reduz os votos válidos e fica mais fácil para quem lidera a corrida majoritária, com votação acima dos concorrentes, atingir 50% mais um dos sufrágios, encerrando o certame na sua primeira fase.

À guisa de exemplo: se em 2010 o alheamento eleitoral tivesse sido de 33%, ao invés de 27%, a presidente Dilma Rousseff teria ganho no primeiro turno com a mesma quantidade de votos!

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INTENÇÕES DE VOTO VERSUS DECISÕES DE VOTO

05/12/2013

Maurício Costa Romão

As recentes pesquisas do Ibope (7-11/nov) e Datafolha (28-29/nov) apresentaram três traços comuns: (1) liderança folgada de Dilma Rousseff em intenções de voto, com perspectivas de ganhar o pleito no primeiro turno; (2) manutenção da aprovação de governo da presidente (40% de ótimo e bom na média dos dois levantamentos citados); e (3) cerca de dois em cada três eleitores querem mudanças na próxima administração presidencial (66% no Datafolha e 62% no Ibope).

Mas aí se estabelece um paradoxo entre (1) e (2) vis-à-vis (3): se os eleitores atribuem à presidente altas intenções de voto, e se avaliam sua gestão como positiva, como é que eles mesmos, majoritariamente, desejam que o próximo governo seja diferente do atual, quer dizer, querem outro governo?

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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