Nota Técnica

O QUOCIENTE ELEITORAL (Terceira Parte)

26/07/2011

O QUOCIENTE ELEITORAL (Terceira Parte)

(Nota Técnica)

Por maurício Costa Romão

É oportuno verificar como têm evoluído essas variáveis nos últimos pleitos proporcionais. Como o eleitorado aumentasistematicamente a cada eleição, em decorrência do crescimento global da população, torna-se necessário verificar, para efeito de comparação inter-pleitos, o comportamento dessas variáveis não em termos absolutos, mas em termos relativos. Antes de apresentar evidências de pleitos estaduais, em termos de evolução e projeção de quocientes eleitorais, é oportuno mostrar, inicialmente, numa panorâmica a nível de Brasil, a Tabela 2, que desfila algumas relações envolvendo essas variáveis.

Fonte: elaboração do autor, com base em dados do TSE

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METODOLOGIA QUE IMPEDE TRANSFERÊNCIAS DE SOBRAS ELEITORAIS DE PUXADORES DE VOTO PARA PARTIDOS OU COLIGAÇÕES (Segunda Parte)

16/07/2011

 METODOLOGIA QUE IMPEDE TRANSFERÊNCIAS DE SOBRAS ELEITORAIS DE PUXADORES DE VOTO PARA PARTIDOS OU COLIGAÇÕES (Segunda Parte)

(Nota Técnica)

Por Maurício Costa Romão

Por que o puxador arrasta outros candidatos?

Uma característica distintiva do sistema eleitoral brasileiro é que os candidatos mais votados nas eleições proporcionais não são necessariamente aqueles que são eleitos. O que se observa freqüentemente, na verdade, é candidatos com votação expressiva não serem eleitos, enquanto outros, de menor votação, ascender ao Parlamento, configurando-se nesse processo um flagrante desrespeito à vontade do eleitor.

Diferentemente do sistema distrital puro, ou da nova proposta do Distritão, em que os candidatos mais votados da eleição são os que ocupam as cadeiras legislativas, independente da origem partidária, o modelo proporcional adotado no país não segue essa regra desejável, que alguns chamam de “verdade eleitoral”.

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METODOLOGIA QUE IMPEDE TRANSFERÊNCIAS DE SOBRAS ELEITORAIS DE PUXADORES DE VOTO PARA PARTIDOS OU COLIGAÇÕES (Primeira Parte)

15/07/2011

 

METODOLOGIA QUE IMPEDE TRANSFERÊNCIAS DE SOBRAS ELEITORAIS DE PUXADORES DE VOTO PARA PARTIDOS OU COLIGAÇÕES (Primeira Parte)

(Nota Técnica)

Por Maurício Costa Romão

Preliminares

 Desde que se instalou a legislatura 2011-2014 no Congresso Nacional a temática da Reforma Política tem dominado os trabalhos legislativos iniciais. No processo de discussão do núcleo central da reforma – a sistemática de eleição de deputados e vereadores – o PMDB tem defendido a eleição de parlamentares pelo voto majoritário, numa variante do sistema distrital puro – o chamado “distritão” – em que a circunscrição eleitoral seria um grande distrito (o estado, o município).

Um dos argumentos mais usados pela cúpula pmdbista é que a adoção do modelo majoritário, em que são eleitos os candidatos mais votados, independente do partido a que pertençam, eliminaria uma excrescência do mecanismo proporcional em vigor, segundo a qual postulantes com votações irrisórias são guindados ao Parlamento arrastados por grandes votações dos chamados puxadores de voto.

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AVALIANDO DESEMPENHO DE PESQUISAS ELEITORAIS (Nota Técnica)

21/10/2010

Por Maurício Costa Romão

 “… muitos questionam as pesquisas por causa de decimais fora da margem de erro, dando a elas um rigor de precisão que não está no seu propósito, quando deveriam na verdade ser interpretadas como estimativas de tendências.” (As Pesquisas Erraram? Márcia Cavallari, 08/10/2010, O Estado de S. Paulo).

“Erram os que cobram precisão numérica de pesquisas encerradas na véspera da eleição, quando ainda há indecisos.” (Erros sobre Erros, Mauro Paulino, Folha de S.Paulo, 12/10/2010).

Para se fazer uma avaliação de desempenho de pesquisas eleitorais é preciso antes estabelecer um critério que possibilite confrontar suas estimativas com os resultados finais da eleição, num contexto em que os “concorrentes” participem em condições as mais igualitárias possíveis.

Qualquer que seja esse critério, todavia, há que se nivelar, inicialmente, a base temporal em que os levantamentos são realizados pelos diferentes institutos. Os comparativos só fazem sentido se os trabalhos de campo forem feitos praticamente nos mesmos dias, pouco antes das eleições.

Assim, garante-se que nenhum instituto leve vantagem sobre os demais, captando manifestações recentes dos eleitores que os outros não chegaram a obter. A pesquisa boca de urna, por exemplo, sempre é favorecida, já que é realizada no dia da eleição e entrevista o eleitor após ele ter votado.

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DA INTENÇÃO DE VOTOS PARA VOTOS VÁLIDOS (NOTA TÉCNICA)

31/08/2010

Fonte: elaboração do autor com base em pesquisas do Datafolha (3), Ibope (2), Sensus (2) e Vox Populi (1), *Brancos, nulos e indecisos

Por Maurício Costa Romão

Neste mês de agosto foram registradas no TSE e divulgadas na mídia nove pesquisas nacionais de intenção de votos para Presidente, levadas a efeito pelos Institutos Datafolha (3), Sensus (2), Vox Populi (1) e Ibope (3). Os resultados mostram Dilma Rousseff se distanciando do principal oponente, José Serra, e ampliando sua vantagem de forma consistente, com percentuais fora da margem de erro.

Considerando os quatro últimos levantamentos da segunda quinzena do mês de agosto, do Datafolha (2), Sensus e Ibope, a média de intenção de votos de Dilma Rousseff foi de 48,3%, e a de José Serra alcançou 28,5%. Já a média de intenção de votos de Marina Silva registrou apenas 8,3%, enquanto que o conjunto dos outros candidatos pontuou1, 4%.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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