Método

O MÉTODO DAS MAIORES MÉDIAS E O QUOCIENTE ELEITORAL

14/11/2011

Maurício Costa Romão

Nos sistemas eleitorais proporcionais a escolha de representantes para o poder legislativo é considerada na literatura especializada um problema matemático de “divisão proporcional”, que consiste em distribuir de forma proporcional e justa as vagas de deputados e vereadores no Parlamento. Em termos de eleições de parlamentares, então, a questão matemática que tem de ser resolvida é como dividir as vagas ou cadeiras de um Parlamento entre os partidos concorrentes, de acordo com a proporção de votos por eles obtida.

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METODOLOGIA QUE IMPEDE TRANSFERÊNCIAS DE SOBRAS ELEITORAIS DE PUXADORES DE VOTO PARA PARTIDOS OU COLIGAÇÕES (Final)

17/07/2011

 

METODOLOGIA QUE IMPEDE TRANSFERÊNCIAS DE SOBRAS ELEITORAIS DE PUXADORES DE VOTO PARA PARTIDOS OU COLIGAÇÕES (Final)

(Nota Técnica)

Por Maurício Costa Romão

Exemplo

Para ilustrar a aplicação do método proposto que elimina a influência dos puxadores de voto nas eleições proporcionais, tome-se como parâmetro o certame de 2010, em Pernambuco, para Deputado Federal. A Tabela 1, logo abaixo, mostra nas suas três primeiras colunas os números correspondentes àquela eleição, sem modificações, exatamente como foram processados e divulgados. Nas primeira e segunda colunas estão apresentados os partidos e coligações que disputaram o pleito e suas respectivas votações.  A terceira coluna posta o número de parlamentares federais eleitos no ano de 2010 pelas duas coligações que ultrapassaram o quociente eleitoral de 178.008 votos válidos.

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MÉTODOS DE INSTITUTOS DE PESQUISA SÃO CRITICADOS

13/10/2010

Motivo é resultado fora da margem de erro em parte das disputas do dia 3

Mauro Paulino, do Datafolha, afirma que técnica usada hoje é a melhor, mas que precisa de ajustes pontuais

Folha de S.Paulo, 09/10/2010

Institutos de pesquisas eleitorais admitem que não é possível obter resultados rigorosamente precisos em suas projeções a cada eleição, mas defendem a metodologia utilizada atualmente para apurar as intenções de votos no Brasil.

Eles entendem, no entanto, que são necessários ajustes pontuais a cada pleito para calibrar melhor a apuração das intenções de votos.

Alguns institutos vêm sendo criticados neste ano por não terem acertado, dentro dos limites das margens de erro divulgadas, os percentuais finais de votos válidos de alguns candidatos a presidente, governador e senador.

Jairo Nicolau, professor de ciência política da Uerj, por exemplo, diz que, além de problemas metodológicos, o excesso de pesquisas aumenta as chances de erro e que a mídia, ao dar demasiado destaque aos resultados, acaba gerando uma sensação de “absolutização”.

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Sensus Altera Formulário de Pesquisas

14/05/2010

Por Maurício Costa Romão

Matéria do Jornal “Folha de S.Paulo” (14/05/2010)

Instituto não vai mais fazer questões prévias antes de perguntar qual a intenção de voto. Para diretor do Datafolha, perguntas antes da principal podem distorcer resultados; Sensus diz que mudou para evitar disputas na Justiça DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O instituto Sensus resolveu mudar, na pesquisa de intenção de voto para presidente da República que finaliza hoje, a ordem das perguntas que apresenta aos seus entrevistados.

O novo questionário do Sensus agora vai direto à indagação sobre o candidato do eleitor, abandonando método, usado também por outros institutos, de fazer perguntas políticas prévias antes da principal.

Na pesquisa que apresentou o resultado até agora mais apertado entre o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff -32,7% a 32,4%, em 13 de abril-, o Sensus perguntava antes o partido de preferência do entrevistado, qual era a sua avaliação sobre o governo do presidente Lula e por que ele tinha essa opinião. Quatro dias depois, pesquisa do Datafolha apontou diferença pró-Serra de dez pontos percentuais -38% a 28%.

O método de, no jargão do meio, “esquentar” o entrevistado com perguntas prévias é motivo de controvérsia entre os institutos de pesquisa e foi questionado pelo PSDB, que chegou a vistoriar, com autorização da Justiça, os questionários arquivados na sede do instituto Sensus.

Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, a introdução de outros assuntos antes da pergunta central do levantamento pode influenciar a resposta dos entrevistados. O Vox Populi e o Ibope também têm o costume de usar perguntas prévias antes de averiguar a intenção de voto

Por meio de sua assessoria, o Sensus afirma que, apesar de estar convicto de que a ordem das perguntas não altera o resultado da pesquisa, decidiu realizar a mudança como forma de se prevenir contra possíveis ações protelatórias na Justiça Eleitoral.

Com a alteração adotada pelo Sensus em sua última pesquisa, pode ficar comprometida a comparação com o levantamento anterior, já que os formulários são diferentes. A atual pesquisa foi encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e será divulgada na próxima segunda-feira.

(RANIER BRAGON)

Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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