Margem de Erro

PESQUISA ELEITORAL E RETÓRICA

02/02/2021

 Maurício Costa Romão

Em 2010 o Ibope produziu extenso relatório sobre suas pesquisas em 24 estados brasileiros, intitulado “Balanço das eleições de 2010”, e diz no intróito:

“Neste documento podem ser observadas as intenções de voto obtidas nas pesquisas divulgadas na véspera da eleição e nas pesquisas de boca de urna comparadas aos resultados oficiais do TSE”.

Depois de mostrar para cada estado da Federação o “percentual de votos previstos corretamente”, o instituto elabora um quadro resumo com o título: “Índices de acertos no 1º turno de 2010”, no qual detalha a quantidade e os percentuais de: (a) acertos de candidatos com estimativas dentro da margem de erro; (b) acertos na colocação dos candidatos, apesar de estimativas fora da margem de erro; (c) candidatos fora da margem de erro e da colocação final.

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IMPREVISIBILIDADE DE VOTOS DESAFIA PESQUISAS

13/08/2013

Fonte: elaboração própria, com base em pesquisas do Datafolha

Maurício Costa Romão

Após algumas estimativas incorretas no primeiro turno da eleição de 2012, o que reavivou as críticas aos institutos de pesquisa, o Ibope e o Datafolha, através de seus dirigentes técnicos, Márcia Cavallari e Mauro Paulino, em respectivo, deram exatamente a mesma justificativa para a ocorrência dos resultados diferentes dos registrados nas urnas.

Os executivos tributam tais disparidades a um fenômeno que se tem detectado recentemente nas eleições brasileiras: a paulatina mudança de comportamento do eleitorado que, cada vez mais, posterga sua decisão de voto para os dias finais das eleições.

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O nível de confiança de uma pesquisa eleitoral

17/06/2010

Por Maurício Costa Romão

O nível estatístico de confiança de uma pesquisa eleitoral é muito pouco divulgado pelos meios de comunicação e tampouco é entendido pelo grande público.  

O interesse maior de todos, naturalmente, é com os percentuais de intenção de votos para saber quem está na frente da corrida eleitoral (situação que é denominada na literatura especializada como visão “horse race”).

A mídia explora bem essa ansiedade da população eleitora e não se interessa em oferecer detalhes mais técnicos sobre a metodologia das pesquisas. A margem de erro dos levantamentos, que é um dado imprescindível para se poder interpretar os resultados tem, todavia,  aparecido com certa freqüência, o que já não acontece com o intervalo ou nível de confiança.

Imagine-se que um determinado candidato tenha obtido 20% de intenção de voto em uma pesquisa na qual a margem de erro é de 3% para mais ou para menos. Qual é a segurança que se tem de que as estimativas dessa pesquisa retratem a verdadeira preferência de toda a população, quer dizer, como ter certeza de que as intenções de voto da população por aquele candidato situam-se entre 17% e 23%?

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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