Lula

VOTOS DE BOAS COMPRAS

06/01/2011

José Roberto de Toledo

Vox Pública, 02/01/2011

Luiz Inácio Lula da Silva atingiu o mais alto índice de popularidade presidencial pós-redemocratização. O recorde, em si, não quer dizer muito. Basta lembrar que ele pertencia a José Sarney. Mais do que o tamanho, é a durabilidade do saldo positivo que faz história.

Pelo Ibope, foram 92 meses com mais gente elogiando do que tachando o governo de ruim ou péssimo. Durante quatro meses de 2005, na crise do mensalão, Lula teve saldo negativo. No resto, ele gozou por mais tempo de avaliação positiva do que os quatro antecessores juntos.

Não há série de pesquisas para períodos anteriores à ditadura, mas pode-se dizer que nunca um presidente eleito diretamente foi popular por tanto tempo quanto Lula -até porque quase ninguém mais passou oito anos democraticamente na Presidência da República.

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O LULISMO EM PERNAMBUCO

31/12/2010

 Matéria do Diario de Pernambuco

Edição de sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 

Pesquisa do Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau

“Lula encerra mandato reconhecido por 89,9% dos eleitores do estado como o melhor presidente do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) termina o mandato de oito anos como o melhor presidente da história do Brasil para 89,9% dos pernambucanos. Nascido na cidade de Caetés, no Agreste do estado, o petista também é considerado por 93,9% dos seus conterrâneos como o presidente que mais fez por Pernambuco. Os dados foram revelados na pesquisa feita pelo Instituto Maurício de Nassau que aponta, ainda, um dado curioso. Cerca de 93% dos entrevistados afirmaram que continuariam votando em Lula mesmo que ele fosse candidato por outro partido, inclusive de oposição, a exemplo do PSDB.

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O FIM DE UMA ERA

29/12/2010

 

Ricardo Young

Folha de S.Paulo, 27/12/2010

Nesta última semana de 2010, muitas coisas chegam ao fim. Não apenas um ano de intensa discussão sobre os destinos do Brasil, não só o fim da era Lula. Chega ao fim também uma etapa que marcou a transição do Brasil para a maioridade institucional.

Desde os danos deixados pela democracia incipiente da era Collor/Itamar, a era FHC começou a colocar a casa em ordem. A Constituinte de 1988 arquitetou o que o melhor da depuração política pós-ditadura poderia sonhar para nós.

Um país institucionalmente forte, politicamente diverso, socialmente justo e economicamente próspero. A era FHC procurou pavimentar o leito sobre o qual o país pudesse construir esse novo destino.

A era Lula,não só deu continuidade a esse trabalho como aprofundou o sentido da justiça social e levou o combate a pobreza a políticas de Estado. São inequívocas as conquistas “sociais” dos últimos anos se considerarmos inserção econômica, aumento de renda, emprego e poder de consumo.

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NADA SERÁ COMO ANTES

27/12/2010

Por Marco Aurélio Nogueira

O Estado de S.Paulo, 27 de dezembro de 2010

Nunca antes na história deste País houve um presidente como Luiz Inácio Lula da Silva. Encerrada sua dupla presidência, nada será igual. O País que ele nos deixa é outro, para o bem e para o mal. Nem melhor, nem pior, simplesmente diferente. Lula fez e desfez, aconteceu, circulou e apareceu, mudou o discurso do poder e o modo como a opinião pública se relaciona com seus governantes, pacificou e articulou os mais distintos interesses sociais, a ponto de sair de cena como uma espécie inusitada de glória nacional. Deixou marca tão forte na política, na administração pública e no imaginário popular que será preciso um tempo para assimilarmos sua ausência.

Zé Otávio

Zé Otávio

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LULA: MISSÃO ABREVIADA

19/12/2010

 

Cesar Maia

Folha de S.Paulo, 18/12/2010

O que aproxima o padre Ibiapina (1806-1883), o padre Cícero (1844-1934) e Antonio Conselheiro (1830-1897) é o mesmo livro de cabeceira: “Missão Abreviada” (720 págs.), do padre Manuel José Gonçalves Couto. Editado em 1859, foi o livro de maior tiragem em Portugal no século 19 (150 mil exemplares).

Padre Ibiapina nasceu em Sobral (CE). Foi magistrado e deputado. Voltou ao seminário e, aos 47, iniciou a vida missionária pelo Nordeste, fazendo igrejas, cemitérios, açudes. Chamado de “mestre”, criou a ordem dos beatos e beatas que o acompanhavam.

Aonde ia, o “mestre” aconselhava e ajudava. Seu mito gerou reação do bispado. Padre Cícero nasceu em Crato (CE) e seguiu a mesma cartilha, com base em Juazeiro do Norte. Os milagres da beata Maria de Araújo (recebia a óstia e esta sangrava) multiplicaram o número de romeiros e de beatos que os seguia.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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