Lula

O CAMINHO DO PSDB

22/09/2011

 

Merval Pereira, O Globo

Do Blog do Noblat, 21/09/2011

O PSDB precisa revalorizar sua trajetória, fixar seus valores diante da sociedade e apresentar propostas que abram espaço para esta mobilidade social que está sendo registrada nos últimos anos, que o eleitorado já identifica com as primeiras iniciativas do partido, com o Plano Real. Essa é a conclusão principal de uma pesquisa que o cientista social Antonio Lavareda apresentou ontem aos senadores do partido em Brasília para basear uma reorganização partidária.

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PARTIDOS FECHAM ACORDO PARA A REFORMA POLÍTICA

17/09/2011

 

Folha de Pernambuco, 17/09/2011

Financiamento público e fim das coligações são consenso

SÃO PAULO (AE) – Em encontro patrocinado pelo ex-presidente Lula, PT, PDT, PSB e PCdoB chegaram a alguns consensos sobre a proposta de reforma política em tramitação na Câmara dos Deputados. Entre os pontos que serão defendidos pelas bancadas no Congresso, estão o voto proporcional em 2014 e o financiamento público de campanha. “Houve muitos consensos entre nós. O principal deles é o financiamento público exclusivo de campanha, que é a melhor maneira de combater a corrupção”, disse o deputado estadual Rui Falcão (SP), presidente nacional do PT. As propostas farão parte do relatório do deputado federal Henrique Fontana (RS).

As lideranças dos partidos se reuniram para discutir o tema pela segunda vez num hotel em São Paulo. Sob o comando do ex-presidente, os líderes também concordaram em defender a redução do mandato de senador para 4 anos – a partir de 2018 – e da idade mínima de 35 para 30 anos (redução esta que também se estenderia para o deputado, que poderia assumir o mandato aos 18 e não 21 anos).

A proposta acordada sugere a mudança da data das posses (para 5, 10 e 15 de janeiro) e que cada senador passe a ter apenas um suplente, que seria o candidato a deputado mais votado do mesmo partido e Estado do senador. “Não é simples construir consensos, mas acho que avançamos”, comemorou o governador Eduardo Campos, presidente do PSB.

Os quatro partidos defenderão também o fim das coligações em 2016 e o aumento da participação popular, reduzindo a exigência de coleta de assinaturas de 1 milhão para 500 mil. Os projetos de iniciativa da sociedade passariam a ser votados com mais rapidez. “Ou terá o rito de urgência ou o rito das Medidas Provisórias (MPs)”, explicou Falcão.

Embora tenham unificado o discurso em pontos cruciais da reforma, PT e PCdoB insistem em criar um sistema de voto proporcional misto, o que seria o voto no candidato de livre escolha do eleitor e outro voto no partido (com formação de lista a ser definida em eleição interna na legenda). “Temos um acordo até o proporcional. Isso quer dizer não ao distritão, mas quando vai para o proporcional misto a gente tem um debate”, revelou Campos.

O próximo passo dos quatro partidos é buscar na próxima semana o apoio do PMDB e em seguida ouvir o PP. Os líderes promoverão uma grande reunião no dia 4 de outubro, em Brasília, com representantes dos partidos e da sociedade civil em defesa da reforma política.

RISCOS DA MEXICANIZAÇÃO

27/04/2011

 

Roberto Magalhães

Jornal do Commercio, 27/04/2011

É fato conhecido por historiadores e cientistas políticos que o México foi governado pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI) de 1929 a 2000, sob uma estrutura política e de poder, segundo o figurino formalmente democrático e republicano, com eleições, direito de voto e separação de poderes.

 Mas o PRI era o partido de sucessivos presidentes da República, e tendo o poder como instrumento, obtinha sempre vitórias eleitorais, ao ponto de um candidato a presidente pelo PRI eleger-se com 95,7% dos votos válidos. Segundo Luís Virgílio Afonso da Silva, o México adotou de 1824 até 1962, o sistema eleitoral de distritos com voto majoritário e unipessoal, o que limitava a formação de uma oposição consistente contra a maioria governista quase vitalícia.

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ENTREVISTA COM FHC

20/04/2011

 

“Não sou idiota para propor que o PSDB ignore o povão”, diz FHC

Cristiane Agostine

Valor Econômico, 14/04/2011

FHC: “Ficar no discurso de quem rachou ou de quem é candidato não interessa a ninguém; é preciso sensibilizar a população”

“Qual é o bobo que vai deixar de lado o povão nas eleições? Eu não sou um idiota”. Indignado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 79 anos, diz que foi mal interpretado no artigo de sua autoria, divulgado pelo PSDB e amplamente criticado por correligionários. No texto, o presidente de honra do partido diz que se os tucanos persistirem em disputar com o PT a influência sobre os movimentos sociais ou o “povão”, o partido falará sozinho.

Em entrevista ao Valor, concedida na tarde de ontem por telefone, FHC afirma que na entressafra eleitoral o PSDB precisa construir um discurso e direcioná-lo para aqueles que ascenderam socialmente durante os anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Fernando Henrique, o partido precisa manter uma expectativa de poder para continuar vivo. A seguir, os principais trechos da entrevista:

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POTENCIAL DE TRANSFERÊNCIA DE VOTOS

18/02/2011

 Por Maurício Costa Romão

Na eleição de 2010 o Instituto Datafolha desenvolveu uma interessante técnica de mensurar o potencial de transferência de votos de um determinado governante ou líder político para um candidato por ele indicado ou apoiado.

Com base nas suas pesquisas regulares de intenção de votos o Datafolha iniciou, em dezembro de 2009, o processo de coleta de informações que lhe permitiram aquilatar o potencial de transferência de votos do principal protagonista da eleição passada – presidente Luís Inácio Lula da Silva – para sua candidata ao executivo nacional, Dilma Rousseff (PT). 

Esse potencial de transferência é captado nas pesquisas pelo percentual de eleitores que afirmam que votariam “com certeza” no candidato indicado por Lula, mas não declaram voto em Dilma Rousseff, nem sabem que ela é apoiada pelo presidente.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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