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DEIXA COMO ESTÁ

23/02/2011

 José Roberto de Toledo

Vox Publica, 20/02/2011

O repórter Marcelo de Moraes informa, no Estado, que os congressistas pretendem aprovar uma reforma política restrita, enxuta, com poucos cômodos. Quase um “puxadinho”. Só devem votar coisas importantes.

Corrigir a distorção do voto para a Câmara dos Deputados? Aquela que faz um paulista que é eleitor em Roraima valer 11 roraimenses que votam em São Paulo? Nem pensar.

Implementar uma cláusula de barreira que dificulte a existência de legendas de aluguel, que vendem seu tempo de TV em época de eleição, e apare os 27 partidos registrados hoje? Bobagem.

Voto distrital? Bah! Voto facultativo? Esqueça.

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VOTOS DE BOAS COMPRAS

06/01/2011

José Roberto de Toledo

Vox Pública, 02/01/2011

Luiz Inácio Lula da Silva atingiu o mais alto índice de popularidade presidencial pós-redemocratização. O recorde, em si, não quer dizer muito. Basta lembrar que ele pertencia a José Sarney. Mais do que o tamanho, é a durabilidade do saldo positivo que faz história.

Pelo Ibope, foram 92 meses com mais gente elogiando do que tachando o governo de ruim ou péssimo. Durante quatro meses de 2005, na crise do mensalão, Lula teve saldo negativo. No resto, ele gozou por mais tempo de avaliação positiva do que os quatro antecessores juntos.

Não há série de pesquisas para períodos anteriores à ditadura, mas pode-se dizer que nunca um presidente eleito diretamente foi popular por tanto tempo quanto Lula -até porque quase ninguém mais passou oito anos democraticamente na Presidência da República.

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CONSERVADORISMO À BRASILEIRA

17/12/2010

José Roberto de Toledo

Vox Publica, 15/12/2010

O brasileiro é conservador ou liberal? Parâmetros importados dos EUA servem de régua para medir o comportamento do povo de Pindorama? Não há resposta unânime. Nesse caso, consulte-se a maioria. Com a palavra, ou melhor, com os números, o Ibope.

O brasileiro, todo candidato sabe, é contra a legalização do aborto. E quando o debate sobre o assunto esquenta, o que uns chamariam de conservadorismo aumenta.

A eleição presidencial fez crescer o auto-intitulado grupo pró-vida. Em março deste ano, antes de virar tema de campanha, havia 15% de eleitores pró-legalização e 13% sobre o muro. Em outubro, após a polêmica eleitoral, a maioria anti-aborto subira para 78%.

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A JANELA DEMOGRÁFICA

27/11/2010

José Roberto de Toledo

Vox Publica, 22/11/2010

A população brasileira amadureceu, em mais de um sentido. E, com ela, a democracia no País. A frase soa pomposa, até meio melodramática, mas é apenas uma questão de tempo e oportunidade.

A maior geração brasileira de todos os tempos tem hoje entre 20 e 30 anos de idade. Numa feliz coincidência, os “babyboomers” de Pindorama chegaram à idade de trabalhar num momento de franca expansão das vagas de emprego no País.

A oferta de uma coorte numerosa e mais escolarizada que as anteriores casou com a demanda crescente por mão-de-obra. Isso cria condições muito favoráveis para o Brasil explorar sua “janela demográfica”.

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O RANKING DOS GOVERNADORES E SUA RELAÇÃO COM A URNA

18/11/2010

José Roberto de Toledo

Vox Publica, 15/11/2010

Há uma relação direta entre a popularidade de um governante e a chance de ele ser reeleito, ou de ao menos influir na sua sucessão. A questão é onde passa a linha que separa vencedores e vencidos. O ranking de governadores do Ibope dá pistas.

Esta é a primeira classificação, com todas as 27 unidades da Federação, divulgada após a eleição.

Comparando as pesquisas com o resultado das urnas, surgem duas perguntas. Qual patamar de aprovação garante sucesso eleitoral? Ou, ao contrário, qual nível de desaprovação leva o governante inevitavelmente ao fracasso?

O ranking dos governadores tem base nas pesquisas de avaliação realizadas pelo Ibope entre setembro e outubro. Embora as datas não sejam idênticas, são próximas o suficiente para permitir a comparação.

A régua é o “saldo” da avaliação: taxas de “ótimo” e “bom” subtraídas das de “ruim” e “péssimo”. O “regular” não entra na conta. Maior o saldo, melhor a posição do governador no ranking. O desempate é pelo porcentual de “ótimo” + “bom”, isto é, de aprovação.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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