Institutos

RELEMBRANDO DIFERENÇAS METODOLÓGICAS ENTRE INSTITUTOS DE PESQUISAS

15/01/2011

Institutos Divergem sobre Metodologia

Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi explicam critérios para seus levantamentos sobre a intenção de voto do brasileiro

Pontos de discordância são a definição do universo pesquisado e a formulação e ordem das perguntas mostradas no levantamento

Fernando Rodrigues
Folha de S.Paulo, 26/04/2010

De 30 de março a 18 de abril, o pré-candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, apareceu em quatro pesquisas de intenção de voto. Suas taxas variaram de 33% a 38%. No caso da ex-ministra Dilma Rousseff (PT), os percentuais foram de 28% a 32%. A diferença entre o tucano e a petista chegou a ser de um a dez pontos pontos percentuais nesse período.

Há várias razões para essa discrepância entre Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi, os institutos mais conhecidos do país. Entre as mais visíveis estão duas. Primeiro, a data de coleta de dados não foi exatamente a mesma. Segundo, a metodologia usada é diferente entre as quatro empresas.

Há grande divergência entre os institutos a respeito de qual é a melhor forma de coletar dados sobre intenção de votos. A Folha fez uma lista de perguntas e enviou para as quatro empresas detalharem seus procedimentos. A íntegra das respostas pode ser acessada aqui.

Os pontos principais de discordância são a definição do universo pesquisado (como escolher o grupo socioeconômico mais representativo do eleitorado) e a formulação e ordem das perguntas apresentadas.

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OS FALSÁRIOS

15/10/2010

Demétrio Magnol

 O Estado de S.Paulo, 14/10/2010

Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, profetizou há muitos meses uma vitória folgada de José Serra no primeiro turno. A campanha não havia começado e o Ibope não tinha pesquisas relevantes. O Oráculo falou para bajular aquele que, presumia sua sabedoria política, seria o próximo presidente.

Mais tarde, durante a campanha, de posse de inúmeras pesquisas, o Oráculo asseverou com a mesma convicção que Dilma Rousseff venceria no primeiro turno. A bajulação aos poderosos de turno obedece a uma lógica inflexível. Na mesma entrevista, ele sugeriu que a oposição atentava contra a democracia ao repercutir os escândalos no governo. Cada um fala o que quer, nos limites da lei, mas o Oráculo de araque não se limita a isso: ele vende um produto falsificado.

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PESQUISAS DE ONTEM E DE HOJE

29/09/2010

 

Fonte: elaboração do autor com base nas pesquisas listadas

Por Maurício Costa Romão

O quadro acima apresenta um resumo das três pesquisas divulgadas pela mídia entre ontem e hoje, dias 28 e 29/09. Para permitir comparação com as totalizações oficiais do TRE, os percentuais de intenção de votos estão transformados em votos válidos, isto é, sem os votos brancos e nulos (os votos “indecisos” foram distribuídos proporcionalmente entre os candidatos).

Como as pesquisas não podem ser comparadas entre si, dadas as suas diferenças metodológicas, para neutralizar suas influências individuais foram calculadas as médias de intenção de votos das três, mostradas na última coluna.

Todos os três institutos mostraram que a vantagem de Dilma Rousseff sobre os demais candidatos se reduziu entre os dois últimos levantamentos de cada um (no quadro acima só a última pesquisa é apresentada).  A diferença entre a candidata governista e os outros postulantes gravita agora, na média, em torno de 7,2 pontos de percentagem, em termos de intenção de votos.

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VOX POPULI X DATAFOLHA: EMOÇÃO E RAZÃO

25/07/2010

 

Por Maurício Costa Romão

“Acho que os políticos deveriam deixar de ser hipócritas. Eles deveriam solicitar ao TSE que proibisse totalmente toda e qualquer pesquisa eleitoral antes das eleições. É a única alternativa que faz sentido, pois em toda eleição ocorre a mesmíssima coisa: os candidatos que perderam “culpam” as pesquisas eleitorais, levantam suspeitas em relação à sua lisura, reclamam que o comportamento do leitor foi influenciado, etc. Se na eleição seguinte os mesmos candidatam ganham, o comportamento muda completamente. Ou seja: as pesquisas “erram” ou “acertam” de acordo com o humor do candidato e os resultados da eleição….” [Renato Sabbatini, Jornal Correio Popular, Campinas-SP, 09/10/1998].  

Fonte: elaboração do autor, com base nas pesquisas do Vox Populi e Datafolha

As pesquisas eleitorais mexem com as emoções das pessoas. Causam alegria e tristeza, entusiasmo e desânimo. Afetam corações e mentes. Daí por que são alvo de tantas e veementes reclamações em todos os pleitos majoritários.

Os eleitores não conseguem desprender-se dessa carga de emoções, ser isentos, equilibrados, quando lêem os resultados das pesquisas.

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Reclamando das pesquisas

29/05/2010

Imagem cedida pelo Blog Acerto de Contas

Por Maurício Costa Romão

Não há mais nada para se adicionar ao que já se falou das pesquisas eleitorais, contra e a favor. Um breve apanhado das críticas e reclamações, distante anos-luz de ser exaustivo, selecionado aleatoriamente, está reproduzido a seguir, em dois blocos:

Bloco 2

Desagrado geral

“A pesquisa de intenção de voto para governador realizada pelo Ibope e divulgada ontem conseguiu uma proeza: nenhum dos maiores postulantes ao cargo ficou satisfeito com os resultados. Da metodologia utilizada a uma suspeita de manipulação de dados, todo tipo de desculpas foram encontradas pelos candidatos para justificar números ruins. Até mesmo o senador Álvaro Dias (PDT), que lidera a pesquisa, com 35% das intenções de voto, encontrou motivos para reclamar… ‘Temos números que apontam para uma liderança mais folgada’, comentou Álvaro. Números diferentes, aliás, não faltam aos candidatos. O segundo colocado no levantamento, Roberto Requião (PMDB), acredita que mais do que 28% dos eleitores paranaenses votariam nele, como indicou a pesquisa… O candidato do PT, Padre Roque Zimmermann, não escondeu seu desapontamento com os números da pesquisa, que lhe dão 5% da preferência dos paranaenses. A cúpula do partido estimava que Padre Roque largasse com 10% antes do início do horário eleitoral na tevê… Um pouco mais conformado com o resultado, Beto Richa (PSDB) garante que com a propaganda eleitoral sua candidatura irá deslanchar…” [“Candidatos do Paraná reclamam de pesquisa.” Folha de Londrina (08/08/2002)].

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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