Eleições

SE UM PAÍS NÃO QUER MUDAR, NÃO É A REDE QUE IRÁ MUDÁ-LO

26/09/2010

 

Manuel Castells 

Entrevista, Folha de S.Paulo, 21/09/2010
 
 

 

SOCIÓLOGO, QUE VÊ A INTERNET COMO AMPLIFICAÇÃO DA SOCIEDADE, DIZ QUE NO CASO DO BRASIL NÃO HÁ QUALQUER DESEJO DE MUDANÇA

ALEC DUARTE
EDITOR-ADJUNTO DE PODER

Quem esperava que a internet fosse revolucionar o processo eleitoral brasileiro se decepcionou com o tímido papel que a rede exibe na campanha. O sociólogo espanhol Manuel Castells, porém, não se surpreendeu com isso.
Um dos mais relevantes pesquisadores da web, Castells esteve no Brasil a convite do recém-inaugurado Centro Ruth Cardoso e achou normal a ausência da esperada revolução nas eleições.
“Quando há estabilidade, não se pode esperar que a internet produza uma mudança que as pessoas não querem”, disse à Folha. Leia trechos da entrevista.

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A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL E O SEGUNDO TURNO

22/09/2010

Por Maurício Costa Romão

Os analistas políticos são praticamente unânimes em considerar muito remota a chance de haver um eventual segundo turno na eleição presidencial deste ano.

De fato, levando-se em conta as pesquisas eleitorais nacionais realizadas pelos quatro grandes institutos que cobrem a eleição de 2010 (Sensus, Ibope, Datafolha e Vox Populi), desde agosto, especialmente a partir da segunda quinzena, as intenções de voto consignadas a Dilma Rousseff vem sendo sistematicamente maiores do que a soma daquelas obtidas por José Serra e Marina Silva. Essa consistência numérica, ceteris paribus, garantiria vitória em primeiro turno para a candidata petista.

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UM DEBATE INÉDITO, HISTÓRICO

19/08/2010
 

Imagem publicada no Blog do IMN

Fernando Rodrigues

Folha de S.Paulo, 19/08/2010

Os debates Folha/UOL com candidatos a governador de São Paulo (17.ago.2010) e com presidenciáveis (18.ago.2010) foram inéditos, históricos.

No caso do encontro entre presidenciáveis, foi a primeira vez, durante um primeiro turno de eleição para o Planalto, que estiveram juntos em um debate apenas os três candidatos mais bem colocados nas disputas.

Pode parecer pouco, mas esse cenário nunca havia se materializado no país. Em 1989, o favorito Fernando Collor de Mello (então no PRN) se recusou a participar de debates no primeiro turno. Em 1994, houve um debate com os sete principais candidatos – ou seja, na prática, deu-se um congestionamento de políticos e nenhuma troca inteligível de idéias. Em 1998 não houve debates, pois o então candidato à reeleição, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), recusou-se a comparecer.

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DEBATES NA TV

30/07/2010

Cesar Maia (Folha de S.Paulo, 24/07/2010)

Criou-se uma certa mitologia sobre os debates na TV entre candidatos a presidente. Os fatos e os estudos realizados não comprovam a importância eleitoral deles.

O primeiro debate na TV, que passou a ser uma referencia como ponto de partida, foi o debate entre Kennedy e Nixon em 1960. Nele, a equipe de Kennedy inaugurou os cuidados visuais com o debate, desde o melhor contraste entre o cenário e a roupa do candidato, a cor do terno e da gravata, até o sorriso leve de quem está seguro no que diz.

No final até as pesquisas escorregaram e Kennedy venceu por uma diferença mínima de 120 mil votos. Explicou-se pela “maioria silenciosa”, o que seria o mesmo que dizer que não houve influência do debate no resultado final.

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IBOPE CONFIRMA EMPATE TÉCNICO ENTRE SERRA E DILMA: 39% A 39%

05/07/2010
Imagem publicada pelo IMN

 

Por Maurício Costa Romão

Pesquisa do Ibope divulgada hoje no portal do jornal Estadão mostra que os dois principais candidatos à corrida presidencial, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT),  estão tecnicamente empatados em termos de intenção de votos: 39% a 39%. A candidata do PV, Marina Silva, registrou 10% de intenções de voto.

O levantamento do Ibope confirma o empate técnico já mostrado pelo Datafolha neste último fim de semana: 39% para Serra e 38% para Dilma, com Marina da Silva mantendo os mesmos 10%.

Em relação à última pesquisa do próprio Ibope, realizada entre 19 e 21 de junho, Serra experimentou uma oscilação positiva de 4 pontos de percentagem em intenções de voto, enquanto Dilma retrocedeu um ponto. Marina teve um acréscimo para mais de um ponto de percentagem.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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