Eleições

MUDANÇA VERSUS CONTINUIDADE

09/12/2013

Fonte: elaboração própria, com base em pesquisa do Datafolha (28-29/nov)

Maurício Costa Romão

As pesquisas eleitorais que se sucedem umas às outras continuam mostrando que a irrupção das manifestações de junho gerou sementes de insatisfação que permanecem brotando urbi et orbi.

Desta feita, são os dois últimos levantamentos dos institutos Ibope e Datafolha, no mês de novembro, que identificam haver na população grande contingente de eleitores – nada menos que dois em cada três – que quer mudanças na próxima administração presidencial (66% no Datafolha e 62% no Ibope).

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ALIENAÇÃO ELEITORAL RECENTE NO BRASIL

19/08/2013

Fonte: elaboração própria, com base em dados do TSE

Fonte: elaboração própria, com base em dados do TSE

Maurício Costa Romão

Nas três últimas eleições para presidente do Brasil e para prefeito dos municípios restaram constatados os seguintes fatos relativos à alienação ou alheamento eleitoral (incidência de votos nulos, votos em branco e de abstenção):

  1. O percentual de abstenção é sempre maior no segundo do que no primeiro turno, em cada pleito, tanto para presidente, quanto para prefeito;
  2. O percentual de abstenção é sempre maior para presidente do que para prefeito, em cada turno e em cada pleito;
  3. Os percentuais de votos nulos, seja para presidente, seja para prefeito, são sempre maiores do que os percentuais de votos em branco, tanto no primeiro, quanto no segundo turno, em cada pleito;
  4. Tanto os percentuais de votos em branco, quanto os percentuais de votos nulos são sempre maiores no primeiro do que no segundo turno, em cada pleito;

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NA PRESSA DE QUERER CONCLUIR

02/07/2013

Debates sobre reforma política no Brasil são recorrentes e tediosos. O tema costuma surgir, de maneira sazonal, no início dos mandatos presidenciais, e só interessa a políticos e cientistas sociais. Em geral não acontece nada. Apresentada quase sempre como solução meio mágica para vícios do sistema político ou como antídoto à roubalheira sistêmica, a reforma no mais das vezes não passa de embromação (Fernando de Barros e Silva, Folha de S.Paulo, 26/04/2011)

Maurício Costa Romão

Premida por pressões populares, a presidente Dilma Rousseff viu-se obrigada a dar alguma resposta às demandas oriundas das manifestações de rua. Ao fazê-lo, erigiu como prioridade a questão da reforma política e sugeriu um plebiscito como forma de destravá-la no Congresso.

A presidente não poderia ter sido mais competente: a partir do seu pronunciamento, tudo o mais foi relegado a plano secundário, e o assunto da reforma, responsabilizada pelos problemas do país, tem ocupado espaços generosos na mídia e despertado infindável discussão. Chegou-se até ao ponto de o debate sobre a forma de consulta popular – se plebiscito ou referendo – tornar-se mais importante do que o conteúdo da própria reforma.

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ENTREVISTA P/ THIAGO LUCAS – BLOG “O PALANQUEIRO”

23/04/2013

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais. Presidiu a Associação Nacional de Centros de Pós-graduação em Economia (ANPEC) e foi diretor da Sociedade Brasileira de Econometria. Atuou como consultor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), membro da Comissão de Especialistas de Economia do Ministério da Educação e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), bem como membro do Comitê Assessor de Economia desse órgão.

Frequentou, como Visiting Scholar, a Universidade de Illinois, a Universidade College-London e a Universidade de Harvard. Foi, ainda, secretário de Administração e Reforma do Estado do Governo de Pernambuco, secretário-adjunto de Planejamento da Prefeitura do Recife, diretor de Administração de Incentivos (Finor) da Sudene, consultor do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) – órgão pertencente à Organização dos Estados Americanos (OEA) – e coordenador do Projeto Iniciativa pelo Nordeste, apoiado pelo Banco Mundial.

Seus textos e análises podem ser vistos no seu blog: http://mauricioromao.blog.br/

A seguir a entrevista com o professor Maurício Romão:

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O CARÁTER INDIVIDUALISTA DA REPRESENTAÇÃO NO MODELO BRASILEIRO DE LISTA ABERTA

07/12/2012

Maurício Costa Romão 

As características do modelo eleitoral brasileiro são as de supervalorizar a individualidade da pessoa do parlamentar, estimulando-o a não desenvolver relação mais estreita com os partidos. Isso transparece não só durante o período eleitoral, mas também no exercício do mandato legislativo.

Com efeito, o sistema de lista aberta que vem sendo adotado no Brasil na escolha de parlamentares tem como traço distintivo o fato de que cada partido apresenta uma lista de candidatos ao eleitor, o qual tem a liberdade de votar em um nome de sua preferência, não delegando a partidos o direito de fazê-lo, como ocorre no sistema de lista fechada*.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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