eleição

ACHISMO E PESQUISAS

12/08/2010

Imagem publicada no blog do IMN

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

O “achismo” faz parte da cultura marqueteira brasileira. Políticos também usam do “achismo” para analisar a competição eleitoral. Achar algo não significa nada. Aliás, não diz nada. Vejam só: “Eu acho que o candidato X perde a eleição”. O que esta assertiva, tão comum nos ambientes político e publicitário, revela? Apesar de não revelar nada, atores insistem em achar.

Mesmo diante de pesquisas, atores persistem em achar. Achar o quê? Achei o gato. Achei a régua. Achei os números. Achei quem vai ganhar a eleição. Não é adequado achar quem irá ganhar a eleição. Adequado é construir cenários para saber quem irá vencer a competição eleitoral.

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ANALFABETOS PODEM DECIDIR ELEIÇÃO EM PERNAMBUCO

16/07/2010

 

Por Josué Nogueira (Diário de Pernambuco, 15/07/2010)

 josuenogueira.pe@dabr.com

A eleição em Pernambuco será decidida pelo universo de eleitores sem escolaridade ou com nível de formação considerado elementar. Pelo menos é o que apontam dados divulgados ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE).

Entre analfabetos, aqueles que apenas leem e escrevem e gente com 1º grau completo ou incompleto estão 70% dos eleitores. Isso corresponde a 4,3 milhões dos 6.259.846 cidadãos aptos a votar no estado (quatro a menos que a contagem divulgada pelo TRE na última sexta).

A partir da totalização, observa-se também que as mulheres seguem em maior número que os homens. Representam 52,9% contra 47,1%. Uma diferença de 380.017 eleitores. No que se refere ao nível de escolaridade, o grupo que tem 1º grau incompleto responde pela maior parte do eleitorado. São 1.988.949 ou 31,7%. Em seguida, com 22% ou 1.379.082, estão os que leem e escrevem. Leia mais…

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Votação de candidato proporcional e o quociente eleitoral

16/06/2010

Fonte: elaboração do autor, com base em dados do TRE.

Por Maurício Costa Romão

Recente reportagem em periódico de Pernambuco, acerca de mudança de partido de um ex-Deputado Federal, atribui a transferência do candidato à sua dificuldade de transpor o quociente eleitoral (QE), caso permanecesse abrigado na antiga sigla. Nada mais indevido.

O próprio conceito de quociente eleitoral faz menção a “partido ou coligação”, não a indivíduos. O QE representa o limite mínimo de votos válidos que cada partido ou coligação tem que ter para assegurar vagas no Parlamento (a chamada Quota Hare.

Deixar de ultrapassá-lo nunca foi impeditivo de candidatos serem eleitos. Pelo contrário, a grande maioria dos postulantes chega ao legislativo sem atingir o referido quociente.

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Conceito: Sistema eleitoral distrital

26/05/2010

Por Said Farhat, “Dicionário Parlamentar e Político”

O sistema distrital é um dos métodos utilizados para eleger membros dos corpos legislativos nacionais, regionais e/ou locais, em pequenas circunscrições, denominadas distritos. Em cada distrito, a eleição pode ser feita pelo sistema distrital puro ou pelo distrital misto. Cada um dos quais comporta duas modalidades, a saber:

1. Sistema distrital “puro”:

 a eleição no distrito pode ser:

- majoritária: é eleito o candidato que obtiver maioria absoluta dos votos válidos – com segundo turno, se nenhum concorrente a conquistar no primeiro; ou

- pluralitária: é eleito o candidato mais votado no distrito, independentemente de ter obtido a maioria absoluta dos votos.

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A DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE DEPUTADOS FEDERAIS POR ESTADO DA FEDERAÇÃO

19/05/2010

Por Mauricio Costa Romão

mauricio-romao@uol.com.br

Para melhor compreensão da sistemática de cálculo das bancadas dos estados na Câmara dos Deputados é oportuno fazer referência inicialmente ao art. 45, parágrafo 1º, da Constituição Federal. O aludido parágrafo reza, in verbis:

O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.”

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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