Coligações

SEM ALIANÇAS, PT, PMDB E PSDB CRESCERIAM

24/11/2010

Fernando Rodrigues

Folha de S. Paulo, 22/11/2010
 
Siglas teriam feito 62 deputados federais a mais se coligações na disputa pela Câmara não fossem permitidas

Partidos tradicionais se aliam a nanicos por mais tempo de TV; 6 siglas só elegeram representante por estarem coligadas

Se os três maiores partidos brasileiros não tivessem se coligado a nenhum outro na eleição deste ano para obter vagas na Câmara dos Deputados, suas bancadas somadas chegariam a 282 cadeiras. Como se coligaram, PT, PMDB e PSDB conquistaram juntos apenas 220 deputados para a legislatura que começa em 2011.

A diferença de 62 deputados (12% da Câmara) se dividiu entre partidos pequenos. Seis dessas agremiações só têm deputados eleitos por causa dessa “sobra” de cadeiras das siglas maiores.

O Brasil tem 27 partidos políticos registrados oficialmente na Justiça Eleitoral. A rigor, todos podem se aliar na eleição para a Câmara, independentemente de serem adversários nas disputas para presidente da República ou para governador.

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QUEM É O PALHAÇO?

20/09/2010

José Roberto Toledo

O Estado de S.Paulo, 14/09/2010

Francisco Everardo Oliveira Silva corre o risco de ser o deputado federal mais votado do Brasil em 3 de outubro. Não se espante se você não reconhece o nome, nem seus próprios eleitores reconheceriam. Oliveira Silva é conhecido apenas por seu apelido, Tiririca.

Ele aparece em primeiro lugar no conjunto de pesquisas do Ibope sobre a eleição para a Câmara dos Deputados em São Paulo. Como é o Estado com o maior eleitorado, não será surpresa se Oliveira Silva acabar sendo o campeão nacional de votos de 2010.

Se você não tem visto muita TV nas últimas décadas e passou incólume pela propaganda eleitoral até agora, Tiririca é ator e palhaço profissional. Tem 45 anos, lê e escreve, se autodefine como “abestado” e seu slogan é “pior que tá num fica, vote Tiririca”.

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COLIGAÇÕES E PROPORCIONALIDADE NO SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO (3)

12/08/2010

Por Maurício Costa Romão

Exemplos da Eleição de 2006: Deputado Estadual

Considerando agora as eleições de 2006 para Deputado Estadual em Pernambuco, constata-se que 90% dos votos válidos foram consignados às alianças partidárias e, portanto, apenas 10% às siglas que concorreram isoladamente [Tabela (5)]. Das 49 cadeiras do parlamento, 45 foram ocupadas pelas agremiações coligadas, quer dizer, 92%. Essa preponderância numérica demonstra, mais uma vez, a força das coligações nos pleitos proporcionais em geral.

Fonte: elaboração do autor, com base em dados do TRE.

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COLIGAÇÕES E PROPORCIONALIDADE NO SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO (2)

11/08/2010

 

Por Maurício Costa Romão

Exemplos da Eleição de 2006: Deputado Federal

Como teria sido a alocação de cadeiras nos Parlamentos federal e estadual no pleito de 2006 em Pernambuco se as coligações partidárias não fossem permitidas, vis à vis à distribuição realmente verificada? A resposta pode ser obtida a partir da evidência empírica extraída dos resultados oficiais publicados pelo próprio TRE.   

A Tabela (3) apresenta os partidos que participaram do pleito de 2006 para Deputado Federal no Estado de Pernambuco, isolados ou em coligações, bem como o número de cadeiras obtidas por esses partidos ou coligações. Nota-se nessa Tabela que houve a formação de sete coligações naquele pleito. Tais associações, juntas, obtiveram 98,6% do total de votos válidos.

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COLIGAÇÕES E DESPROPORCIONALIDADE NO SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO

10/08/2010

Imagem publicada no Blog do IMN

Fonte: elaboração do autor, com base em dados do TRE.

O presente texto, baseado em metodologia do cientista político Jairo Nicolau, se socorre da evidência empírica utilizando dados oficiais do TRE relativos à eleição proporcional de 2008, no município do Recife.

A Tabela (1), apresentada acima, mostra as legendas que participaram do pleito de 2008, isoladas ou em coligações e, na última coluna, o número de cadeiras obtidas por essas legendas ou coligações. Nota-se na Tabela que houve a formação de seis coligações que, juntas, obtiveram 60% do total de votos válidos e 65% das cadeiras disponíveis, isto é, 24 das 37 vagas. Proporcionalmente, portanto, as coligações foram beneficiadas: conquistaram mais cadeiras do que o total de votos recebidos ensejava.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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