PREFEITOS E A MEMÓRIA DO ELEITOR

28/11/2011

 

Por Adriano Oliveira

Prefeitos bem avaliados não vencem necessariamente a eleição. Prefeitos mal avaliados não perdem necessariamente a eleição. Campanhas importam, e estas, quando bem conduzidas modificam ou consolidam a escolha do eleitor. Eleitores têm memórias. Nestas, estão presentes imagens de fatos e pessoas. O eleitor se lembra de quê? Hoje, por exemplo, dado candidato pode ter reduzido índice de aprovação junto aos eleitores. Em razão disto, aparece em segundo lugar em pesquisas de intenção de voto. Faltando três meses para o inicio oficial da campanha, a aprovação do prefeito poderá crescer. E na reta final da campanha, o prefeito passa a ser favorito para vencer a disputa eleitoral.

O fenômeno exposto acima é plausível de ocorrer. Ou melhor: costumeiramente ocorre na dinâmica eleitoral brasileira. E ele ocorre em razão de que os eleitores lembram o passado, refletem sobre o presente e avaliam o futuro. Entretanto, eleitores são imediatistas. Neste caso, a melhora das condições de vida na cidade poderá fazer com que o eleitor esqueça o passado, elogie o presente e vislumbre um futuro promissor.

O ponto teórico central é: o eleitor não considera sistematicamente o passado para realizar escolhas eleitorais. O presente é prioritariamente levado em conta no instante dele realizar a sua escolha eleitoral. A satisfação do presente cria euforia, ou melhor, expectativa positiva quanto ao futuro.

Portanto, prefeitos com reduzidos índices de aprovação podem vencer a eleição. Contudo, para isto ocorrer é necessário que estratégias de gestão e de comunicação possibilitem ao eleitor um sentimento de bem-estar presente e criem euforia e expectativa promissora quanto ao futuro da cidade.

Estrategistas, através de pesquisas qualitativas e quantitativas, podem analisar e monitorar sistematicamente a memória do eleitor. Se o estrategista da oposição constatar que a memória do eleitor lembra fortemente do passado ruim da administração do prefeito, a oposição tem condições de vencer o pleito eleitoral. Mas se o eleitor esqueceu o passado, e a sua memória se resume ao presente, onde neste o eleitor vive com satisfação e alegria, o prefeito tende a ser reeleito.

 Cientista Político – http://www.leiaja.com/

Adriano Oliveira – Doutor em Ciência Política

Professor da UFPE

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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