PESQUISAS IPMN PARA PREFEITO DO RECIFE: CONSTATAÇÕES

20/06/2012

Maurício Costa Romão

O Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), em parceria com o portal LeiaJá e o Jornal do Commercio, já realizou cinco rodadas de pesquisa de intenções de voto para prefeito do Recife, no período de dezembro de 2011 a  junho deste ano. Os levantamentos, sempre com as mesmas concepções estatísticas e características metodológicas, têm margem de erro de 3,5 pontos de percentagem, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e aplicaram, em média, 812 questionários por enquete.

Algumas constatações extraídas desses levantamentos:

1.  A avaliação da administração do prefeito João da Costa piorou ao longo do período dezembro-junho: no último levantamento 46% disseram que a gestão da prefeitura é ruim ou péssima e apenas 17% afirmaram ser boa ou ótima;

2.  A admiração dos eleitores pelo atual prefeito vem diminuindo: na última pesquisa apenas 14% dos eleitores disseram que o admiram, enquanto que 84% afirmaram que não o admiram;

3. De (1) e (2) acima, depreende-se que as recentes manifestações de solidariedade recebidas pelo prefeito, pela forma como foi tratado pelo seu próprio partido, não redundaram em mudanças de percepção do eleitorado sobre suas gestão e imagem;

4. A categoria de votos brancos, nulos e indecisos vem caindo sistematicamente à medida que o pleito se vai aproximando: de abril para junho houve uma queda de 8 a 10 pontos de percentagem, situando essa categoria, hoje, no entorno de 35%;

5. O recifense, em sua grande maioria, ainda não despertou para a eleição majoritária para prefeito da capital, tanto assim é que 67% dos eleitores, na média das cinco pesquisas, afirmaram que não se interessam ou estão pouco interessados no pleito [este fato influencia o item (4)];

5. O PT continua sendo muito forte e admirado junto ao eleitorado recifense: na última pesquisa, 53% dos eleitores disseram que o partido merece continuar à frente da prefeitura independentemente do candidato que o represente;

6. Os 36% de intenção de votos recebidos pelo senador Humberto Costa na última pesquisa são fruto de seu próprio recall, da grande exposição que teve na mídia recentemente, da força eleitoral do seu partido, da apropriação das intenções de voto de João da Costa e da absorção do contingente de votos brancos, nulos e indecisos, que diminuiu de abril para junho. Há que se considerar, também, uma possível associação do nome de Humberto ao do governador Eduardo Campos, induzindo uma parcela do eleitorado a identificar o senador como ainda candidato do governador;

7. O deputado federal Mendonça Filho continua sempre postado entre os dois primeiros lugares nas pesquisas e aparecendo como o pré-candidato mais competitivo da oposição. No levantamento de junho pontuou 17% de intenções de voto;

8. Dos pré-candidatos da oposição, Mendonça Filho é crescentemente identificado pelo eleitor como sendo o mais preparado para ser prefeito, atingindo em junho um índice de 19% de menções;

9. A oposição vem perdendo terreno no período dezembro-junho. A soma das intenções de voto dos seus componentes alcança apenas 28% agora em junho, percentual menor do que o atingido pelo senador Humberto Costa;

10. Para haver segundo turno é necessário que a soma dos votos de todos os candidatos seja maior do que a pontuação da candidatura líder. Caso contrário, a postulação que se encontra na liderança atingirá 50% mais um dos votos válidos e aí o desfecho dar-se-á no primeiro escrutínio;

11. Os eleitores têm a percepção, cada vez mais nítida, de que João Paulo não é candidato a prefeito, tanto assim é que suas menções espontâneas vêm caindo vertiginosamente ao longo do período considerado, atingindo agora em junho apenas 2% de referências;

12. Os eleitores apontaram em todas as cinco pesquisas, em primeiro e segundo lugares, respectivamente, segurança e saúde/hospitais como os dois principais problemas do município. Saneamento/esgoto, trânsito e desemprego alternam-se nas terceira, quarta e quinta colocações;

13. O lançamento de uma candidatura alternativa pelos socialistas vai acarretar a necessidade de a oposição restringir-se a uma candidatura, sob pena de não o fazendo ser completamente eclipsada pela polarização PT/PSB, partidos que tendem a ser protagônicos na disputa deste ano, no Recife.

 

 

 

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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