PESQUISAS ELEITORAIS: SARAIVADA DE CRÍTICAS

29/02/2012

Eleitora

Os especialistas dizem que as pesquisas eleitorais têm alto índice de acertos. Se este é realmente o caso, por que elas são tão criticadas?

Maurício Costa Romão

Prá começar, pesquisas tratam de vitória e derrota eleitoral. Mexem com a emoção das pessoas. Causam alegria e tristeza, entusiasmo e desânimo, euforia e frustrações. Afetam corações e mentes. Daí por que são sempre protagônicas e alvo de tantas e veementes reclamações em todos os pleitos majoritários.

 Os eleitores não conseguem desprender-se dessa carga de emoções, ser isentos, equilibrados, quando lêem os resultados das pesquisas. Se os números publicados estiverem em consonância com suas expectativas, vale dizer, se são bons para seu candidato, então as pesquisas são consideradas naturais, condizentes com o que delas já se esperava: “expressar o clima das ruas”, “o sentimento do povo”. Os institutos de pesquisa estão certos. Os resultados são os que eram para ser. Se, de outra sorte, os resultados das pesquisas não baterem com as expectativas, então as contrariedades serão imediatamente manifestadas por meio das mais variadas reclamações sobre a idoneidade dos institutos e a qualidade técnica das pesquisas. Os institutos são vistos então como inimigos, imputam-lhes interesses venais, acusam-lhes de estarem mancomunados com os adversários, e por aí vai.

 A mesma coisa se dá com os candidatos e os comandos de campanha: se o candidato perde a eleição, as pesquisas não prestam; se ganham, acham as pesquisas normais, naturais, isentas, etc. É difícil separar a emoção da razão, principalmente no calor de uma campanha eleitoral.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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