PESQUISA IPMN POSSIBILITA PROJETAR VITÓRIA DE PAULO CÂMARA COM VANTAGEM SUPERIOR A 600 MIL VOTOS

02/10/2014

 

Maurício Costa Romão

O Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), em parceria com o portal LeiaJá e o Jornal do Commercio, realizou sua última pesquisa de intenção de votos relativa ao pleito deste ano de 2014 para governador do Estado de Pernambuco. O trabalho de campo foi levado a efeito entre os dias 29 e 30 de setembro.

O candidato do PSB, Paulo Câmara, apareceu com 44% de intenções de voto, 13 pontos à frente do seu principal opositor do PTB, Armando Monteiro, que alcançou 31%. O resultado está fora da margem de erro de dois pontos percentuais.

Na pesquisa anterior do IPMN, realizada nos dias 22 e 23 de setembro, o placar era de 39% a 33% para Paulo Câmara. Assim, nesta última semana Armando Monteiro oscilou negativamente dois pontos percentuais e o candidato pessebista cresceu cinco.

Depois de uma primeira fase em que suas intenções de votos situavam-se em patamares baixos (10%, na média), de acordo com diversos institutos de pesquisa, Paulo Câmara, após a morte do ex-governador Eduardo Campos, vivenciou um rápido e contínuo crescimento, a ponto de ultrapassar seu principal oponente no início de setembro e, desde então, manter-se sempre à frente.

Nessa situação de vantagem numérica, e com os números desta pesquisa do IPMN, já é possível prognosticar a vitória de Paulo Câmara no pleito de 5 de outubro.

Com efeito, levando em consideração apenas os votos válidos, quando são excluídos os votos brancos, nulos e indecisos, o placar favorável a Paulo Câmara é de 57% a 42%, uma diferença de 15 pontos, segundo o IPMN.

Essa frente na pesquisa, transportada para a realidade das urnas, indica que Paulo Câmara teria cerca de 2.406 mil votos válidos contra 1.773 mil votos de Armando Monteiro. A vitória pessebista dar-se-ia, então, por uma diferença de 633 mil votos num total estimado de 4.221 mil votos válidos.  

Estes números projetados partem da suposição de que os percentuais de votos brancos e nulos e de abstenção em Pernambuco, cujo total alcançou 37% nas urnas no primeiro turno de 2010, sejam mantidos em 2014.

Na eventualidade, todavia, desse alheamento eleitoral aumentar no pleito de outubro próximo, para 40%, por exemplo, em função da contínua pregação anti-política que se seguiu às manifestações de junho do ano passado, a vantagem de Paulo sobre Armando diminuiria um pouco, para 610 mil votos válidos.

Quer dizer, se a atual desesperança dos pernambucanos com a política redundar em aumento nas taxas eleitorais de indiferença (votos em branco), de protesto (voto nulo), e de desânimo (abstenção), tal fenômeno não acarretará mudança no resultado do pleito, mantida, ceteris paribus, a atual configuração de números da pesquisa do IPMN.

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Maurício Costa Romão, Ph.D. em economia, é consultor da Contexto Estratégias Política e Institucional, e do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau. mauricio-romao@uol.com.br, http://mauricioromao.blog.br.

 

 

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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