PELO VOTO CONSCIENTE

27/09/2010

Emílio Odebrecht

Folha de S.Paulo, 26/09/2010

No próximo domingo, quando milhões de brasileiros aptos a votar forem às urnas, nosso país viverá um momento importante para o fortalecimento da democracia. Poucos países no mundo possuem um contingente eleitoral tão grande. Além do mais, faz cerca de 20 anos que recuperamos o direito de escolher o presidente da República, depois de duas décadas de regime autoritário.

Nesses dias que antecedem o das eleições, este é mais um motivo para refletirmos sobre o que é melhor para nós, nossas famílias, nosso Estado e nosso país.

Agindo assim, faremos do ato de votar não o cumprimento de uma obrigação legal, mas uma oportunidade de escolha de governantes e de representantes legislativos que tenham perfil e qualificações para aperfeiçoar o que já foi melhorado, mudar o que for preciso e buscar soluções para as graves carências que o Brasil ainda carrega. Precedido dessa análise, o voto será consciente, responsável e consequente.

O voto em branco e o voto nulo são, na maioria das vezes, uma atitude emocional de quem, desencantado com a política e com os políticos, opta por abdicar de uma responsabilidade de cidadania para com o próprio país.

Ocorre que os representantes que escolhemos são aqueles que elaboram, votam e aplicam leis que interferem em nossas vidas. São eles, também, que gerenciam os impostos que pagamos, determinando de que forma são gastos, e que tomam decisões que afetam diretamente a vida de cada brasileiro no presente e no futuro. Nesse sentido, o rigor da decisão de em quem votar tem a ver com nosso olhar para as próximas gerações porque, infelizmente, muitos de nossos políticos só conseguem ver a próxima eleição.

Mas o voto, além de significar o maior exercício de civismo, deve definir também um compromisso que não se esgote na urna. Ao escolher um candidato é muito importante que todos nós passemos a acompanhá-lo, avaliando seu desempenho, observando seus comportamentos e atitudes e cobrando suas promessas de campanha, inclusive para que, se for o caso, possamos nos corrigir em futuras eleições.

Dessa forma, estaremos contribuindo efetivamente para que as instituições democráticas se fortaleçam e para que, na vida pública brasileira, prevaleçam os cidadãos de bem. É certo que os avanços na educação, a melhoria da condição socioeconômica e a garantia dos direitos básicos faz com que o voto seja mais consciente e mais autônomo.

Vamos, portanto, dizer nas urnas no próximo domingo que, a exemplo de outras conquistas já alcançadas, como o crescimento de nossa economia, evoluímos também na consciência política da nação.

EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingos nesta coluna.
emilioodebrecht@uol.com.br

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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