“DISTRITÃO” E FIM DAS COLIGAÇÕES BENEFICIAM OS MAIORES PARTIDOS

11/03/2011

 

Folha de S.Paulo, 06/03/2011

Grande novidade da discussão sobre reforma política neste ano, o “distritão” beneficiaria os maiores partidos. A proposta é encampada por políticos de peso, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e José Sarney, presidente do Senado. A ideia é simples: nas eleições para deputados e vereadores, seriam eleitos os mais votados em suas regiões.

Hoje, o sistema é mais complexo. Nas eleições para deputados federais, por exemplo, cada coligação tem direito a um número de cadeiras proporcional aos votos obtidos, e essas vagas são divididas entre os candidatos mais votados da coligação. A maior crítica ao modelo atual é que, ao votar num candidato, o eleitor ajuda na eleição de outro.

Se fosse aprovado o “distritão”, isso não aconteceria. Mas há outro efeito objetivo. Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar mostra que o PT iria de 88 deputados para 91. O PMDB ganharia 10 vagas, e o PSDB, 12. Outra discussão envolve o fim das coligações. Segundo o Diap, o PT chegaria a 108 deputados, o PMDB iria para 109, e o PSDB, para 65.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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