DEP. FEDERAL EM PERNAMBUCO: SEM COLIGAÇÃO, NÃO HÁ SALVAÇÃO!

06/12/2010

Fonte: elaboração do autor, com base em dados do TSE/TRE

Por Maurício Costa Romão

O progressivo crescimento do quociente eleitoral ao longo dos pleitos torna-o cada vez mais inatingível para a maioria dos partidos;

Por conta disso, do ponto de vista eleitoral, a celebração de alianças passou a ser uma questão de sobrevivência – e às vezes de negócio – para os pequenos partidos, e um expediente que é dos mais vantajosos para os grandes.

Estes últimos, normalmente com candidatos mais competitivos, tendem a se beneficiar da agregação de votos oriundos das siglas menores, já que os eleitos são os mais votados da coligação.

Na última eleição, por exemplo, dos 26 partidos que concorreram para deputado federal em Pernambuco, nada menos que 18 não ultrapassaram individualmente o quociente eleitoral de 176.207 votos (apesar de quatro deles terem conquistado cadeiras porque se coligaram).

A força eleitoral das coligações fica patente ao se observar que nas cinco últimas eleições para a Câmara Federal em Pernambuco, nenhum partido fora das coligações conquistou vaga no Parlamento, embora um total de 23 agremiações haja concorrido isoladamente ao longo desses cinco pleitos;

A tabela que acompanha o texto retrata bem o que tem ocorrido nas eleições proporcionais para deputado federal em Pernambuco: 80% ou mais dos partidos celebram alianças a cada pleito, e somente algumas dessas alianças têm conquistado todas as cadeiras. Os partidos que não fizeram composição com outros, não lograram ascensão ao Parlamento Federal.

Em 2010, em Pernambuco, foram compostas quatro alianças, mas apenas duas delas ficaram com todas as 25 cadeiras federais, uma com 20 e outra com cinco. Essas duas alianças obtiveram 93,4% de todos os votos válidos.

Coligar-se para deputado federal no estado, então, passou a ser uma condição necessária (porém não suficiente, já que só as coligações têm elegido todos os candidatos, mas nem toda coligação consegue essa façanha).

A condição suficiente é, naturalmente, ultrapassar o quociente eleitoral, o que muitas coligações não conseguem fazê-lo.

Um comentário
sergio martins leite

Fosse me candidata a uma vaga de deputado qual seria a melhor opção partido grande ex PMDB ou partido coligado ex:democratas ou antigo PFL com coligação outros partidos o mesmo valores são iguais para veriador at.sergio Martins leite no aguardo de Recife Pernanbuco fone (81)30285061 cel 86068943 tiver tempo me Retorne experiencia fala mais alto

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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