Pesquisas e Sistemas Eleitorais

POPULARIDADE DE DILMA NO NORDESTE

12/08/2014

Fonte: elaboração própria, com base em pesquisas do Ibope

Maurício Costa Romão

A pesquisa do Instituto Ibope de antes das manifestações de junho de 2013, realizada em março, apontava a presidente Dilma Rousseff exibindo grande popularidade no Nordeste: 72% de avaliação positiva, medida pelas menções de ótimo e bom.

Logo após aquelas insurgências, o levantamento do mesmo instituto em julho já registrava queda da avaliação positiva para 43%. Depois de esboçar certa reação a partir dali, e até dezembro do ano passado, a seqüência de pesquisas mensais do Ibope em 2014 mostra que os níveis de popularidade da mandatária nacional retornaram aos patamares pós-manifestações (vide gráfico).

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O PESO DO NORDESTE NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2014

10/08/2014

Maurício Costa Romão

Embora a eleição presidencial de 2010 haja ido para o segundo turno, se dependesse apenas do Nordeste o pleito teria sido encerrado na primeira etapa, com Dilma Rousseff obtendo 59,1% dos votos válidos da região (cerca de 14,9 milhões de votos, de um total de 25,3 milhões).

Os adversários da presidente naquele pleito conseguiram 40,9% dos votos válidos locais, o que corresponde a cerca de 10,3 milhões, uma diferença pró-Dilma de 4,6 milhões de votos.

A julgar pela média extraída das duas últimas pesquisas nacionais de julho do corrente, realizadas pelo Datafolha e Ibope, ou por esta pesquisa do Ibope de agosto, a presidente ganharia de novo no primeiro turno de 2014 na região, se a eleição fosse hoje, desta feita com uma diferença de 30 pontos de percentagem sobre seus novos adversários (65% a 35% dos votos válidos).

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GOVERNO EM DIFICULDADES, MAS OPOSIÇÃO NÃO AVANÇA

24/07/2014

Fonte: elaboração própria com base em 26 pesquisas nacionais em 2010 e 29 em 2014

Maurício Costa Romão

Os níveis de intenção de votos desfilados pela presidente Dilma Rousseff nos meses de maio a julho deste ano são até equivalentes aos que exibia na sua vitoriosa corrida ao Palácio do Planalto em 2010, conforme se pode observar no gráfico que acompanha o texto.

A diferença reside nos contextos de cada momento. No mês de julho de 2010, por exemplo, o governo desfrutava de grande aprovação (77% de ótimo e bom e apenas 4% de ruim e péssimo, de acordo com o Datafolha), a economia ia bem e os níveis de satisfação e expectativa da população eram elevados.

O ambiente de hoje é completamente oposto àquele: baixa aprovação do governo (31% de ótimo e bom e 33% de ruim e péssimo, segundo o Ibope de junho e julho), a economia vai capengando e grassam insatisfação e inquietude na sociedade. As trajetórias das linhas azul (ascendente) e vermelha (descendente) no gráfico retratam os desenvolvimentos dos dois momentos aludidos.

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DISTORÇÃO NA PESQUISA DATAFOLHA?

23/07/2014

Maurício Costa Romão

Na matéria do blog de Jamildo, de 18/07/2014, intitulada Humberto diz que pesquisa que mostra Dilma empatada no 2º turno tem distorção” , o senador Humberto Costa assim se expressou sobre a pesquisa do Datafolha de 15 e 16 de julho:

“Eu acredito que há uma distorção provocada pelo fato de que essa pesquisa Datafolha também teve que ponderar o número de questionários para São Paulo e pro Rio, onde nós sabemos que nossa posição não é uma posição tão confortável nesse momento, e que dá um peso maior a esses estados aí”.

Na verdade, o procedimento do Datafolha de aplicar mais questionários nos dois estados para obter resultados particulares não causa nenhuma distorção na pesquisa nacional.

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O JULGAMENTO DO ELEITOR

21/07/2014

Fonte: elaboração própria, com base em 30 pesquisas nacionais pós-manifestações de rua de junho 2013

Maurício Costa Romão

O cientista político Antônio Lavareda, baseado em estudos de Thomas Holbrook, outro grande especialista em eleições, costuma mencionar em escritos e palestras três fatores considerados decisivos na tentativa de reeleição de incumbentes: (1) avaliação de governo (popularidade); (2) percepção da população sobre a economia e (3) tempo do partido do postulante no poder.

A menos de três meses para a eleição presidencial no Brasil, e já disponíveis resultados das últimas pesquisas eleitorais pós-Copa do Mundo (Sensus/Isto é e Datafolha), é oportuno fazer uma breve análise das possibilidades de reeleição de Dilma Rousseff à luz dos fatores aludidos.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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