Conceitos

MARGEM DE ERRO EM PESQUISA ELEITORAL

31/05/2012

Eleitor

Acho intrigante o fato de que toda pesquisa eleitoral já vir com erro. Por exemplo, já vem dizendo: “a margem de erro é de tantos por cento, para mais ou para menos”. Por que isso?

Maurício Costa Romão

As pesquisas eleitorais baseiam-se no pressuposto estatístico de que, para se extrair opiniões de intenção de voto dos eleitores, não há necessidade de se fazer entrevistas com todo o eleitorado. Basta consultar uma parte (uma amostra) deste. Por exemplo, o eleitorado brasileiro é de 136 milhões. Para saber as intenções de voto desse universo basta entrevistar 2 a 3 mil eleitores.

Leia mais…

PESQUISA ELEITORAL: RESIDENCIAL OU PONTO DE FLUXO?

21/05/2012

Eleitor

A equipe de entrevistadores do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) quando vai a campo faz que modalidade de pesquisa, por residência ou por ponto de fluxo? Qual é a melhor?

Maurício Costa Romão

Abordar o transeunte nos pontos de grande aglomeração de pessoas, os chamados pontos de fluxo, é uma técnica tão boa quanto qualquer outra. Como também o é a entrevista nas ruas que não são necessariamente locais de aglomeração. O IPMN pratica mais esta ultima sistemática, porém está aberto para outras modalidades, como a de aplicar questionários “face to face”, nas residências. Às vezes fazemos um mix das duas abordagens, dependendo dos propósitos da pesquisa e/ou da logística do trabalho de campo.

Leia mais…

PESQUISA ELEITORAL: INFORMAÇÃO TRANSPARENTE (I)

09/05/2012

 

Eleitora

Os institutos de pesquisa eleitoral são claros, transparentes, quando divulgam seus resultados? Por exemplo, os “press-releases” enviados para os jornais e mídia on-line são suficientemente informativos? 

Maurício Costa Romão

No que se refere àquelas informações básicas associadas às intenções de voto, tipo: margem de erro, tamanho da amostra, data do trabalho de campo, votos válidos, etc., os institutos normalmente fazem comentários curtos, porém esclarecedores. Alguns detalhes mais técnicos são deliberadamente omitidos, em especial para o jornal impresso, porque podem tornar o texto jornalístico um tanto árido e de difícil assimilação pelo grande público.

Leia mais…

VOTOS TOTAIS X VOTOS VÁLIDOS (III)

02/05/2012

Eleitor

Quando as pesquisas mudam de conceito, de votos totais para votos válidos, como se faz isso, na prática?   

Maurício Costa Romão

Veja-se um exemplo extraído de pesquisa recente. No levantamento do IPMN de 13 e 14 dezembro passado para prefeito, no Recife, um dos cenários em votos totais apontava João da Costa com 22%, Mendonça Filho com 18%, Daniel Coelho com 5% e Raul Jungmann também com 5%. Os votos em branco, nulos e indecisos, somavam 50%.

Leia mais…

PESQUISA ELEITORAL: VOTOS TOTAIS X VOTOS VÁLIDOS (II)

17/04/2012

Eleitor

Quando se aproxima o dia da eleição, as pesquisas mudam de votos totais para votos válidos. Operacionalmente, o que é que muda quando é feita essa passagem de um conceito para outro?

Maurício Costa Romão

Nas pesquisas eleitorais, os entrevistados ou declaram intenção de votar em algum candidato, ou se dizem indecisos (não sabem ou não quiseram responder), ou ainda, que vão votar em branco ou anular o voto. Em termos de percentuais, esse somatório de respostas dá 100%. Ora, se os votos válidos, por definição, não consideram os votos nulos e em branco, as pesquisas simplesmente subtraem esses votos do total declarado de intenção de voto.

Leia mais…

Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

continue lendo >> Maurício Romão

Copyright © 2012 Maurício Romão. Todos os direitos reservados.

Desenvolvimento: 4 Comunicação