Conceitos

ENTENDA COMO FUNCIONA A ELEIÇÃO PARA DEPUTADO

01/10/2010

Imagem publicada no blog do IMN

Sistema faz com que nem sempre os mais votados sejam eleitos.

Eduardo Bresciani, do G1, em Brasília

No próximo domingo, 3 de outubro, eleitores vão às urnas em todo o Brasil para eleger presidente da República, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais. Para os três primeiros cargos, a eleição é majoritária, ganhando quem tem mais voto. No caso dos deputados, no entanto, o sistema é proporcional, e os escolhidos são definidos após muitos cálculos. Estão em disputa nestas eleições 513 vagas na Câmara dos Deputados e 1.059 vagas nos legislativos dos estados e do Distrito Federal.

Na urna, os eleitores vão digitar quatro números para escolher seu candidato a deputado federal e cinco números para optar para deputado estadual ou distrital. Os dois primeiros números são sempre o do partido do candidato. O número do partido é importante porque nas eleições proporcionais é pelos partidos ou coligações que são divididas as cadeiras no Legislativo.

Na hora da totalização dos votos, a Justiça Eleitoral exclui os votos brancos e nulos, que não beneficiam nenhum candidato, para fazer a divisão das vagas. Na sequência, é calculado o quociente eleitoral. Este é o número que cada partido ou coligação precisa alcançar para conseguir uma cadeira no Legislativo.

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SENADO PE: DATAFOLHA PUBLICA RESULTADOS EM VOTOS VÁLIDOS

24/09/2010

Por Maurício Costa Romão

Na eleição deste ano podem ser eleitos dois senadores por UF. Os questionários das pesquisas se amoldam a esta circunstância, inquirindo os eleitores a se pronunciarem por dois nomes.

Então, independente da técnica de obtenção de respostas (se o entrevistado escolhe um nome em 1ª opção, depois o outro, em 2ª opção; ou se escolhe os dois nomes em uma mesma pergunta, sem distinguir 1ª e 2ª opções, etc.) cada entrevistado tem duas alternativas para o Senado Federal.

Como os eleitores manifestam suas preferências duas vezes, a soma global de percentuais (as intenções de voto para os candidatos, mais os percentuais de eleitores indecisos, etc.) alcança 200%, ao invés dos convencionais 100%.

Veja-se o quadrinho abaixo com a última pesquisa do Datafolha, realizada entre 21 e 22 de setembro, e divulgada nesta quinta, dia 23/09. Observe-se que a soma total dos percentuais chega a 200%.

 

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EMPATE TÉCNICO EM PESQUISA ELEITORAL

09/08/2010

Imagem publicada no Blog do IMN

Por Maurício Costa Romão

Fonte: Elaboração do autor, com base na pesquisa do Ibope

Um fenômeno muito comum e que gera certa controvérsia em pesquisas eleitorais é a ocorrência de empate técnico entre candidatos. Considera-se empate técnico entre dois ou mais candidatos quando a diferença entre os percentuais de intenção de voto estimados para esses candidatos se encontra dentro da margem de erro das pesquisas, ou seja, quando há superposição de pontos dos respectivos intervalos de variabilidade das intenções de voto dos candidatos.

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VOCÊ JÁ FOI ENTREVISTADO POR ALGUMA PESQUISA EM UMA ELEIÇÃO?

29/07/2010

Imagem publicad no blog do Breizola Neto

Por Maurício Costa Romão

No Jornal do Commercio de hoje, dia 29/07, tem uma interessante “Carta à Redação”, sob o título “Institutos”, na qual o senhor Leônidas Marques, de 76 anos de idade, eleitor desde os anos 50, questiona o fato de nunca ter sido entrevistado por uma pesquisa eleitoral (vide texto, em destaque, abaixo). 

 “Tenho 76 anos, eleitor desde os anos 50, e acho muito estranho jamais ter sido procurado por um Instituto de Pesquisas para uma declaração de voto. E os senhores, que neste momento lêem esta carta, já foram procurados alguma vez pelos por esses institutos? Esta pergunta prende-se ao fato de que, num universo de aproximadamente 250 eleitores da cidade onde moro, Volta Redonda, não encontrei uma só pessoa que tenha sido pesquisado. Até quando vamos deixar os institutos elegerem os candidatos?”

» Leônidas Marques – Rio de Janeiro – leo_vr@terra.com.br

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GLOSSÁRIO DE NOÇÕES ELEITORAIS E DE PESQUISA (Última Parte)

29/07/2010

Imagem publicada no blog Acerto de Contas

Por Agenor Gasparetto

Média amostral (X, se lê X barra), é uma variável aleatória, função dos valores da amostra, é definida como a soma de todos os valores da amostra dividido pelo número de observações. Ela é aleatória, por que nunca podemos saber antecipadamente, que elementos populacionais serão selecionados naquela amostra; por essa razão, ela tem uma função de probabilidade que nos permite estimar as chances de nossas estimativas estarem certas. Serve para estimar a média populacional.

Proporção amostral ( p se lê p barra), é uma variável aleatória, função dos valores da amostra, é definida como o cociente resultante entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis na amostra. Serve para estimar a proporção populacional.

Estimativa (ou Estimativa pontual) é o valor que a estatística toma em uma amostra determinada.

Erro de estimação  é a diferença entre o verdadeiro valor do parâmetro e o valor calculado a partir do dados de uma amostra. Este depende diretamente do grau de dispersão (variabilidade) da variável em estudo e inversamente ao tamanho da amostra. Usualmente, trabalha-se em pesquisas eleitorais com erro amostral da ordem de 5%. Esse erro concilia custos e precisão.

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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