Conceitos

ERROS EM PESQUISAS ELEITORAIS

08/02/2012

Eleitor

“Gostaria de elaborar um pouco mais essa questão do erro nas pesquisas. Nós já vimos resultados muito discrepantes das pesquisas, erros grosseiros. O exemplo que você mesmo deu da Bahia é paradigmático, repercutiu no país todo. Os institutos nunca admitem estar equivocados. Sempre têm uma explicação. O resultado da Bahia, por exemplo, não foi erro dos institutos?”

Maurício Costa Romão

Primeiro, você tem razão, é raríssimo um instituto admitir que errou. Apesar da arrogância dos institutos, as pesquisas erram. Felizmente o fazem em quantidade disparadamente menor do que acertam. Mais à frente, vamos qualificar o que se entende por erro em pesquisa. Mas veja, recentemente, o Ibope, através de Márcia Cavallari, fez uma mea culpa na eleição da Paraíba em 2010.Um dia antes daquela eleição (02 de outubro), o Ibope considerou Zé Maranhão vencedor do pleito no primeiro turno, com 52% dos votos válidos. Na boca de urna do dia 03 previu também Zé Maranhão à frente. Abertas as urnas, Ricardo Coutinho teve mais votos que Zé Maranhão e a eleição foi para o segundo turno.

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PESQUISA ELEITORAL E A DATA DOS TRABALHOS DE CAMPO

03/02/2012

 

Eleitor

 Normalmente a gente vê uma pesquisa de intenção de votos publicada em um determinado jornal, observa os resultados, mas quase nunca presta atenção às datas em que a pesquisa foi realizada. Eu acho isso um erro grave!”

Maurício Costa Romão

 

Você tá corretíssimo nessa colocação! A cronologia é um aspecto muito importante a que o eleitor normalmente não dá muita atenção. Ele tem sempre que reparar quando foi feita cada pesquisa. A data de aplicação de questionários no campo é fundamental: as datas mais recentes são as mais relevantes, porque incorporam a evolução mais atual do panorama político-eleitoral e captam os últimos sentimentos do eleitor. Uma pesquisa divulgada hoje pode estar defasada, dependendo de quando foi a campo.

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DESCONFIANÇA NAS PESQUISAS

31/01/2012

 

Eleitora

“Muitos eleitores têm lá suas razões de desconfiar das pesquisas: num dia sai uma pesquisa com determinado resultado, com candidato A na frente de B; no dia seguinte aparece outra mostrando o candidato B na frente de A. Isso gera uma sensação de arrumadinho, de manipulação, de que há interesses por trás dos resultados, etc.”.

Maurício Costa Romão

Uma grande parte dessa desconfiança vem do próprio desconhecimento do eleitor sobre as características metodológicas das pesquisas. Há um princípio básico na área, que é bom realçar de início: comparações de resultados de pesquisas eleitorais só devem ser feitas entre levantamentos oriundos de mesma fonte. Se as pesquisas têm o mesmo desenho de concepção (tamanho da amostra, margem de erro, intervalo de confiança, modelo de questionário, procedimento de campo, etc.), então elas são estritamente comparáveis.

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CONTROLE DAS PESQUISAS

26/01/2012

Eleitor

A gente observa que a maioria dos projetos de lei que visa a exercer algum tipo de controle sobre as pesquisas eleitorais têm como uma das justificativas a possível influência desses levantamentos sobre a decisão do eleitor.

Maurício Costa Romão

É isso mesmo.  Os parlamentares que apresentam esses projetos partem desse princípio de que as pesquisas são determinantes nas eleições, interferem em seus resultados. Acontece que esse pressuposto não está consolidado, nem na teoria, nem na evidência empírica. A questão do controle das pesquisas é recorrente: aparece no noticiário em todas as eleições majoritárias e há dezenas de projetos de lei no Congresso sobre o assunto. Uns querem proibir a divulgação das pesquisas 15, 30, 45 dias antes do pleito. Outros intentam obrigá-las a ouvir tantos por cento do eleitorado. Outros, ainda, estipulam que a margem de erro deva ser no máximo de 1%, e por aí vai. Tais propostas não fazem o menor sentido.

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INFLUÊNCIA DAS PESQUISAS (III)

22/01/2012

Eleitora

“Você disse que a eleição da Bahia, em 2006, é um famoso contra-exemplo do voto útil, uma espécie de voto útil ao contrário. Como é esse caso”?

Maurício Costa Romão

Esse exemplo da Bahia é singular, pois ele serve a vários propósitos. Na eleição para governador da Bahia, em 2006, Paulo Souto, então candidato à reeleição, registrava no Ibope 56,5% contra 36,5% de Jaques Wagner, 20 pontos de diferença, isso no dia 25 de setembro, segunda-feira da semana do pleito. Souto já era tido por todos como vencedor no primeiro turno. No domingo, dia 1º, quem ganhou a eleição no primeiro turno foi Wagner, com 10 pontos de vantagem!

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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