Artigos e Análises

VEIO, VIU E PERDEU!

21/12/2015

Maurício Costa Romão

Quando foi convidado para o governo Joaquim Levy sabia que o grande problema da economia brasileira residia na deterioração das contas públicas, fruto de irresponsável ativismo fiscal patrocinado pela presidente Dilma Rousseff no bojo da “nova matriz econômica”.

E foi com base nesse diagnóstico que propôs inicialmente um ajuste fiscal contemplando superávit primário (não inclui os juros da dívida) para 2015 de 1,13% do PIB e de 2,0% para 2016.

Perseguir superávit primário é indicar para os mercados que o governo vai gerar receitas maiores que as despesas e ainda poupar para fazer face ao serviço da dívida. É a forma clássica de o governo sinalizar compromissos com o ajuste e demonstrar condições de estabilizar a trajetória do seu crescente déficit nominal (inclui os juros da dívida).

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A “VENDA” DA FOLHA DE PAGAMENTOS À BANCA

11/11/2015

 

Maurício Costa Romão

O governo Paulo Câmara está ultimando aprimoramentos na constituição final do edital de licitação da folha de pagamentos do funcionalismo estadual, iniciativa que pode injetar, no mínimo, cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos. É oportuno relembrar os primórdios dessa modalidade de negociação.    

Conta o deputado federal Mendonça Filho que em visita ao então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que à época lançava edital de licitação para a venda da folha de pagamentos do governo municipal, perguntou se ele, Kassab, sabia em que governo se iniciara aquele procedimento de negociar a folha com os bancos. O prefeito respondeu prontamente: “foi no governo de José Serra, no Estado de São Paulo”!

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Crise pede concertação nacional

04/11/2015

Por Daniel Leite e Mariama Correia
Da Folha de Pernambuco

Preocupado com o agravamento da crise enfrentada pelo País, o economista Maurício Romão acredita que é o momento de encontrar uma “saída de concertação nacional”. Em entrevista à Folha de Pernambuco, o Mestre e PhD em economia pela Universidade de Illinois afirma que ainda é possível reverter o cenário brasileiro. Para isso, faz um resgate de pactos recentes, firmados por outros países, para conter a degradação da economia. Em sua visão, o governo brasileiro precisa preservar conquistas como a democracia, a estabilidade monetária e a inclusão social, para poder sinalizar ao mercado que tem condições de superar os indicadores negativos. Esta tarefa, no entanto, depende de um grande esforço coletivo, que deve ser incentivado por parte do Poder Executivo, do Congresso Nacional e da própria sociedade.

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RAPIDINHAS SOBRE O PACOTE FISCAL

15/09/2015

Maurício Costa Romão

Origem: populismo fiscal (reiterados déficits – despesa maior que a receita – financiados via endividamento);

Consequências: esgotamento das fontes de financiamento do déficit, recessão, desemprego e inflação);

Urgência: reequilibrar as contas públicas (sinal para o mercado e para agências internacionais);

Caminho: atuar sobre receita e despesa, já que através do endividamento é impossível;

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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