A PESQUISA E O ELEITOR

12/01/2012

Eleitor

A gente lê na mídia uma intensa movimentação dos políticos sobre a eleição para prefeito do Recife, em 2012, com vários pré-candidatos de diversos partidos se apresentando. O que vai decidir quem é quem, é a pesquisa eleitoral?

Maurício Costa Romão

As pesquisas de intenção de votos exercem um importante papel de comunicação, que é o de expressar para a sociedade o que é que o eleitor está pensando sobre o processo eleitoral, quais são seus sentimentos e expectativas, quais suas preferências pelos prováveis candidatos, etc. Quanto mais acirrada uma disputa, mais as pesquisas são demandadas como veículo de informação.

O confuso quadro político-eleitoral do pleito deste ano para prefeito do Recife torna o ambiente extremamente propício para essas pesquisas. Estamos a menos de dez meses da eleição e não se sabe ainda se o próprio prefeito será candidato pelo PT. Os partidos que compõem a Frente Popular desembarcaram da canoa situacionista e cada um está lançando pré-candidatura. A oposição também não definiu sua estratégia, se lança múltiplas postulações ou se afunila o leque de opções para duas ou, eventualmente, uma.

Se não houvesse pesquisa eleitoral, ficaríamos sem muita informação, adstritos apenas às notícias veiculadas sobre essas movimentações político-partidárias, conhecidas apenas por um pequeno segmento da sociedade. Assistiríamos tudo de longe, conjecturando sobre tais e quais postulações, alianças, possibilidades eleitorais, etc., tudo isso sem ouvir o principal interessado, o eleitor, aquele que vai decidir sobre como ele quer sua cidade e quem ele vai escolher para administrá-la. E como ele, eleitor, participa dessa discussão? O que ele pensa desse quadro atual? Quais são suas expectativas?

É aí que entra a pesquisa eleitoral. Ela é a caixa de ressonância do pensamento do eleitor. E, principalmente agora, num ambiente de incertezas como esse do Recife, o recado do eleitor via pesquisa é ainda mais forte, tem o poder de influenciar as decisões estratégicas dos partidos. Então, os eleitores poderão acompanhar, através dos vários levantamentos dos institutos, até a eleição, a evolução das intenções de voto do eleitor recifense, bem como se inteirar dos seus sentimentos e expectativas. Aliás, a pesquisa tem esse condão de promover essa intersecção entre o eleitor e o candidato.

 

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Sobre o autor

Maurício Costa Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sendo autor de livros e de publicações em periódicos nacionais e internacionais...

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